Corporação foi acionada pela mulher de Luciano Lopes Pastor, que relatou diversas ameaças; inquérito foi instaurado
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20.out.2026 às 20h42
O médico Luciano Lopes Pastor, 52, morreu em uma troca de tiros com uma equipe da Polícia Militar, no último domingo (18), em Catanduva, na região metropolitana de São José do Rio Preto, interior de São Paulo.
A PM foi acionada pela mulher do médico que relatou que ele apresentava comportamento agressivo e fazia diversas ameaças. A equipe policial disse que Luciano estava "emocionalmente alterado" e teria atirado duas vezes contra os agentes, que reagiram e o balearam.
A SSP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo) informou, em nota, que Luciano recebeu atendimento médico no local, mas não resistiu aos ferimentos. A mulher foi encaminhada para um hospital. O estado de saúde dela não foi divulgado.
"O caso foi registrado na Delegacia Seccional de Catanduva como violência doméstica, ameaça praticada contra a mulher, resistência e homicídio decorrente de oposição à intervenção policial. A unidade conduzirá a investigação. Um Inquérito Policial Militar também foi instaurado", diz a nota.
A PM de Catanduva informou, por meio de sua assessoria de comunicação, que apreendeu um arsenal de armas do médico, que também era colecionador, além de uma medalha com suástica nazista e um simulacro de uma granada de modelo alemão.
O consultório do médico lamentou a morte e cancelou todos os atendimentos e agendamentos, sem previsão de retorno. "Neste momento de imensa tristeza, nos solidarizamos com seus familiares, amigos e todos aqueles que tiveram o privilégio de conhecê-lo e receber seus cuidados."
Formado pela Faculdade de Medicina de Catanduva, Luciano se apresentava nas redes sociais como cirurgião vascular e angiologista.
O médico chegou a ser preso em agosto de 2025 durante uma operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), que investigava desvios de recursos públicos que ultrapassaram R$ 1,6 bilhão.
A ação identificou um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo a gestão de uma Organização Social da Saúde de Catanduva. Os investigados tinham ligação com o Hospital Psiquiátrico Mahatma Gandhi —Luciano era presidente da unidade na época.
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