Show desta sexta-feira, 4, terá canções do Capital Inicial e Legião Urbana

Priorize VEJA no Google Um dos integrantes da histórica banda de rock brasileiro Legião Urbana, Dado Villa-Lobos, retorna ao Rock in Rio nesta sexta-feira, 4. O artista será o convidado do Capital Inicial para a apresentação que encerra a noite no Palco Sunset, reunindo integrantes de dois grupos lendários surgidos em Brasília. Em entrevista à coluna GENTE, o músico falou sobre as expectativas para o evento.

Como foi o convite para participar do show? Foi incrível. Vocês sabem que a gente cresceu juntos lá na adolescência em Brasília, em 82, 83. O Dinho (Ouro Preto) é meu irmão. Minha mãe casou com o pai dele por mais de 30 anos, só que, nesse tempo todo, eu nunca tinha tocado com o Capital. Eu toquei com um monte de gente, mas com o Capital não. E aí o Dinho fez esse convite e foi incrível. Eles vão tocar Veraneio Vascaína, Fátima, Música Urbana, as coisas quando a gente era realmente moleque. Então isso está inserido no meu chip, no meu DNA, não tem como. Então vai ser uma grande noite, para mim muito, muito, muito especial. Pensar que a gente vai celebrar essas canções, esse movimento, as nossas bandas lá de Brasília mais de 40 anos depois nesse palco incrível, nesse evento inacreditável, que é o Rock in Rio. A gente sempre tem razão de acontecer, de estar acontecendo, então, um grande evento, eu fico muito feliz e emocionado.

O que aprendeu com Renato? O que eu aprendi com ele foi quando ele estava no Aborto Elétrico, ele e Flávio. Eu tinha 15 anos de idade e a primeira vez que eu vi foi impactante, coisas incríveis, e é o Renato. E as canções do Renato, que são incríveis. Mas a gente vai cantar canções minhas com o Renato, Legião Urbana, Será, Quase Sem Querer, enfim, músicas dessa história toda que se completa. E hoje eu acho que é o Capital é a banda que está até hoje na ativa, levando esse legado que a gente construiu lá em Brasília, há tanto tempo atrás, aqui no Rock in Rio e pelo Brasil o tempo todo, enfim, excursões sem parar, Never Ending Tour.

Você já tocou com muitas bandas; como se prepara? A primeira coisa é o repertório. Em princípio, eu ia tocar só umas cinco músicas daqui, mas aí, quando a gente ensaiou segunda-feira lá em São Paulo, o Dinho falou: ‘Não, cara, você entra na terceira e vai até o fim’. De cinco virou onze. E aí tem toda a questão dos tons. Então eu me preparo. Na verdade, aqui eu conheço tudo como ninguém, assim, as canções e tal. Mas é mais um momento mesmo que é especial e hoje vai ser diferente.

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