Mercado de seminovos segue aquecido no Brasil. Lojistas devem redobrar a atenção e usar tecnologia para garantir a segurança nas negociações e evitar prejuízos.

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O mercado de veículos seminovos continua aquecido no Brasil, impulsionado pela procura dos consumidores por opções mais acessíveis diante dos preços elevados dos automóveis zero-quilômetro. Dados da Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto) mostram que os hatches compactos seguem liderando as vendas de usados e seminovos no País, ocupando nove das dez primeiras posições entre os modelos mais comercializados.

Nesse cenário, o Volkswagen Gol liderou o ranking mais recente, com mais de 61 mil unidades vendidas, seguido pelo Chevrolet Onix e pelo Hyundai HB20.

Para lojistas e concessionárias que renovam constantemente seus estoques, esse cenário exige atenção redobrada. A aquisição de veículos com problemas de documentação, histórico ou procedência pode gerar prejuízos financeiros e afetar a reputação do negócio.

Para reduzir esses riscos, o uso da vistoria digital e do cruzamento de dados do veículo tem se consolidado como uma ferramenta importante para aumentar a segurança e a transparência nas negociações.

“Hoje, a tecnologia permite reunir informações de diversas bases em poucos segundos, oferecendo uma visão completa e confiável do veículo. Isso reduz significativamente os riscos de inconsistências e protege tanto lojistas quanto consumidores”, ressalta o diretor de tecnologia da Infocar, empresa especializada em soluções de dados e tecnologia para avaliação veicular, Sergio Sousa.

Para ajudar a blindar a sua operação de fraudes e garantir uma margem de lucro saudável, o especialista destaca oito pontos cruciais que todo lojista deve seguir antes de assinar o cheque de compra:

Com a digitalização do setor automotivo, a consulta ao histórico dos veículos passou a fazer parte da rotina de compra de muitas revendas. Segundo especialistas, essas informações ajudam a identificar irregularidades, evitar fraudes e reduzir riscos financeiros.

“Tomar decisões com base em dados é uma necessidade no mercado atual. Quanto mais informações qualificadas estiverem disponíveis antes da compra, menores são as chances de problemas futuros e maior é a segurança para todos os envolvidos na transação”, conclui Sergio Sousa.

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