A Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô SP) adiou a divulgação do resultado da licitação para contratar os estudos e projetos técnicos para expansão da Linha 17-Ouro, monotrilho que liga o metrô ao Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capita

A Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô SP) pediu documentos complementares às empresas classificadas na licitação para contratar os estudos e projetos técnicos para expansão da Linha 17-Ouro, monotrilho que liga o metrô ao Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital.

O contrato prevê a adaptação do projeto básico e elaboração do projeto executivo da obra para mais quatro estações: Panamby, Paraisópolis, Américo Maurano e Vila Paulista.

A continuidade da sessão está agendada para 17 de setembro, quando as empresas licitantes deverão fornecer documentações complementares, segundo o Metrô.

A fase atual não é de contratação da obra, mas só dos projetos e estudos técnicos. A estimativa é começar a construção das novas estações em 2029 e entregá-las em 2032.

A licitação dos projetos escolherá a proposta mais barata e com melhor embasamento técnico. As ofertas variaram de R$ 49 milhões a R$ 91 milhões:

Também foram apresentadas outras três propostas, automaticamente desclassificadas pela ausência de documentos obrigatórios.

O projeto original do monotrilho previa 18 estações, conectando o Estádio do Morumbi ao Terminal Rodoviário do Jabaquara, passando pelo aeroporto. Mas apenas oito paradas foram construídas, após mudanças, atrasos e problemas no contrato.

O trecho entre Congonhas e a Estação Morumbi da Linha 9-Esmeralda de trens foi inaugurado de forma parcial em março - o funcionamento pleno é previsto para outubro. O monotrilho só abre das 9h às 16h de segunda a sexta-feira, com maior tempo de intervalo entre as viagens.

Apesar das alterações, o governo estadual segue com planos de construir o itinerário completo. Responsável pela linha, o Metrô espera entregar até 2034 todas as 18 estações.

A estatal dividiu em duas etapas a expansão da linha - a primeira fase envolveu as oito estações já entregues:

A licitação atual envolve a adequação do projeto básico original da fase dois e a elaboração do projeto executivo para a obra desta etapa. O ajuste é necessário, já que se passou mais de uma década em relação ao desenho da linha. Essa etapa deve levar dois anos.

Após isso, será realizada a licitação para construção, o que deve ocorrer em 2028. Caso não ocorram imprevistos, a expectativa do Estado é começar a obra em 2029. O empreendimento deve levar três anos para ser concluído. A ideia é entrar em operação em 2032.

Nesse momento, a companhia pretende já ter iniciado a fase três. "Enquanto estiverem acontecendo as obras do trecho de Vila Paulista até Américo Maurano, paralelamente estaremos fazendo a contratação de projeto executivo e obras do trecho adjacente", diz o diretor de Engenharia e Planejamento do Metrô, Roberto Torres Rodrigues.

Dessa forma, o Metrô pretende entregar a fase três até 2034. "Não vou esperar terminar o trecho dois para iniciar a licitação, projeto executivo e obras do outro trecho. Isso vai acontecer concomitantemente", afirma Rodrigues.

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição, afirmou que pretende rever o contrato com a concessionária Motiva, que seria a responsável pela operação da linha após a fase de testes com o metrô.

A avaliação é de que o monotrilho será deficitário - haverá mais gasto para operá-lo do que as futuras receitas com passagens (o bilhete custa R$ 5,40).

Segundo Tarcísio, a retirada da Linha 17 do contrato permitiria que a sobra do valor ficasse disponível para a Motiva melhorar o serviço em outras linhas concedidas, como a 8-Diamante e 9-Esmeralda, de trens, e a 4-Amarela e 5-Lilás, de metrô.

O governador afirma que a medida, porém, só ocorrerá se houver interesse da empresa e não há prazo para a decisão.

Em nota, a Motiva informa acompanhar as manifestações do governo e reconhece o interesse já demonstrado nesse sentido.

O monotrilho foi anunciado em janeiro de 2010 como uma das obras da Copa do Mundo de 2014 para levar os torcedores até o Estádio do Morumbi, inicialmente previsto para receber os jogos.