A inovação de um brasileiro ganhou destaque internacional após um microscópio portátil desenvolvido na PUC-Campinas ser apresentado durante um curso da European Molecular Biology Organization (EMBO), em Portugal. Criado pelo biólogo André Maia Chagas, o equipamento custa menos de US$ 100, pode ser conectado a um celular e já está sendo utilizado no diagnóstico da... The post Microscópio de baixo custo desenvolvido por brasileiro na PUC-Campinas é apresentado na Europa app

Criado pelo biólogo André Maia Chagas, o equipamento custa menos de US$ 100 e pode ser conectado a um celular.

Microscópio de baixo custo desenvolvido no espaço Manacás é apresentado em Portugal (Imagem Ilustrativa) Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR

A inovação de um brasileiro ganhou destaque internacional após um microscópio portátil desenvolvido na PUC-Campinas ser apresentado durante um curso da European Molecular Biology Organization (EMBO), em Portugal.

Criado pelo biólogo André Maia Chagas, o equipamento custa menos de US$ 100, pode ser conectado a um celular e já está sendo utilizado no diagnóstico da malária na Nigéria, mostrando como a ciência aberta pode levar tecnologia de ponta a regiões com poucos recursos.

O projeto foi desenvolvido com foco em acessibilidade e eficiência.

Em vez de depender de equipamentos que podem custar dezenas de milhares de dólares, a proposta reúne peças simples, impressão 3D e uma câmera USB para criar um microscópio funcional, portátil e de baixo custo.

A tecnologia foi apresentada em Portugal como exemplo de hardware aberto, permitindo que qualquer instituição tenha acesso aos projetos, monte o equipamento e adapte a solução conforme suas necessidades.

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Além do preço reduzido, o microscópio foi pensado para ser reproduzido praticamente em qualquer lugar. O usuário conecta o aparelho ao celular e consegue visualizar amostras de sangue diretamente na tela, facilitando diagnósticos em regiões onde laboratórios são escassos.

Entre os principais diferenciais da tecnologia estão:

A tecnologia já saiu do laboratório e começou a gerar resultados concretos. No estado de Yobe, na Nigéria, André Maia Chagas coordenou treinamentos para profissionais da saúde, ensinando desde a compra das peças até a montagem e utilização dos equipamentos.

O projeto fortaleceu a autonomia local ao permitir que os próprios profissionais produzissem os microscópios, sem depender da importação de aparelhos prontos.

O formato portátil torna o equipamento especialmente interessante para regiões de difícil acesso, como áreas da Amazônia Legal, onde o transporte de aparelhos laboratoriais costuma ser um grande desafio.

As principais possibilidades de aplicação incluem:

O microscópio portátil desenvolvido por pesquisadores brasileiros pode ampliar o acesso ao diagnóstico em regiões onde a infraestrutura laboratorial ainda é limitada, fortalecendo a saúde pública e acelerando a identificação de doenças.

Biólogo e doutor em neurociência, André Maia Chagas atua na PUC-Campinas e mantém colaboração com universidades do Reino Unido e da Nigéria.

Há mais de uma década, dedica-se ao desenvolvimento de equipamentos científicos de código aberto para ampliar o acesso à pesquisa em diferentes países.

Seu trabalho também envolve iniciativas de capacitação por meio de organizações internacionais, incentivando a independência tecnológica de comunidades que enfrentam limitações de infraestrutura e recursos.