Veja como a Midjourney uniu IA e ultrassom em seu novo scanner corporal e planeja uma rede de spas. Entenda os desafios e prepare-se para o mercado!
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A Midjourney, conhecida pelo gerador de imagens por IA, anunciou em 18 de junho de 2026 seu primeiro produto de hardware: o Midjourney Scanner. O equipamento usa ultrassom para mapear a anatomia humana em cerca de 60 segundos, sem radiação e sem campos magnéticos.
O anúncio foi feito pelo fundador e CEO David Holz em um evento em San Francisco, junto com a criação de uma nova divisão, a Midjourney Medical. Com ela, a empresa apresentou também o plano de distribuição do equipamento via uma rede própria de spas.
O equipamento funciona com um anel equipado com aproximadamente meio milhão de sensores do tamanho de um grão de areia, submersos em água.
A pessoa fica de pé sobre uma plataforma que desce suavemente para um tanque raso com água morna. Em seguida, o corpo atravessa o anel, que emite ondas ultrassônicas de todos os ângulos.
A Midjourney batizou o método de Ultrasonic CT (tomografia computacional por ultrassom), mas o nome é enganoso: apesar do "CT" no nome, o aparelho não usa raios-X nem radiação ionizante. É ultrassom.
O desafio computacional é expressivo: a Midjourney afirma que o volume de dados gerado equivale a 500 horas de filmagem para cada segundo de escaneamento. Por isso, o equipamento conta com dois petaflops de poder de processamento para capturar alterações milimétricas nas ondas.
Há pontos relevantes sobre o estágio atual do produto:
A primeira unidade do Midjourney Spa está planejada para um espaço de 25.000 pés quadrados em San Francisco, com banheiras de hidromassagem, saunas e academia.
A abertura está prevista para o fim de 2027: Holz confirmou que o contrato de aluguel já foi assinado e os projetos arquitetônicos estão prontos.
A meta para 2031 é uma frota de 50 mil scanners globalmente, com capacidade declarada de um bilhão de exames por mês.
Em nosso canal do Youtube, dedicamos um vídeo para debater sobre esse tema:
O movimento da Midjourney é um dos exemplos mais concretos de uma empresa de IA generativa apostando em hardware físico e em um setor altamente regulado. O modelo de negócios foge do padrão: em vez de vender para hospitais, a empresa cria o próprio canal de distribuição via spas.
Para devs e quem trabalha com IA aplicada, o caso levanta questões práticas em três frentes:
A Midjourney é uma empresa bootstrapped (sem capital externo) e lucrativa. Holz afirmou em março que a receita "superou com folga" os US$ 200 milhões já em 2023 e seguiu crescendo.
Essa independência financeira explica como a empresa pode fazer uma aposta de longo prazo tão incomum sem pressão de investidores por retorno imediato.
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O blog da Alura também traz artigos sobre IA em saúde e visão computacional, em um dos mais recentes publicados, abordamos 6 ferramentas de inteligências artificiais para diagnóstico médico. Para para acompanhar como esse debate se desdobra em outros setores.
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Fabrício Carraro é formado em Engenharia da Computação pela UNICAMP e pós-graduado em Data Analytics & Machine Learning pela FIAP. Atualmente, mora na Espanha.


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