Ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz - Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil Quando assumiu o Ministério da Previdência Social em maio de 2025, o pernambucano Wolney Queiroz pegou uma pasta em chamas.

O INSS vivia, de um lado, a indignação social com a denúncia de descontos indevidos em aposentadorias; do outro, o desgaste de uma CPMI que arrastou o governo ao centro do debate ético no Congresso por quase oito meses. Parecia insustentável. Um ano e quatro meses depois, Wolney Queiroz transformou o maior pesadelo da Esplanada em vitrine de eficiência. A virada de chave não veio por passe de mágica, mas por articulação e pulso operacional. Ao zerar a fila histórica de pendências e colocar o fluxo de atendimento em prazos inéditos, a pasta desarmou o discurso da oposição e ofereceu ao Planalto uma marca para exibir. A mudança de patamar do ministério evidencia a diferença entre apagar incêndios e reestruturar a máquina pública. A gestão combinou recomposição de pessoal, uso de teleperícia, redução de burocracia. Em julho, a pasta recebeu 1.435.000 novos pedidos e analisou e concluiu 1.658.000, 223 mil a mais. “Como tem fila? É um resíduo que nem a Nasa resolve em 45 dias”, atesta. O ministério recebe por mês uma média de 1,3 milhão de novos pedidos. Ao acelerar a concessão de direitos e destravar o fluxo represado, o ministério passa a enfrentar alertas do mercado financeiro em relação ao impacto das despesas públicas. Mas para quem herdou um órgão desacreditado sob suspeita de fraudes, esse é um dilema a ser enfrentado de cabeça erguida. A Previdência se tornou exemplo de que política e gestão alinhadas trazem resultado na ponta.