Foto Divulgação - Beto Figueiroa (cedida pela Assecom do Evento) A apenas sete quilômetros do Recife, Olinda possui algumas das paisagens mais emblemáticas de Pernambuco. Casarões coloridos, igrejas centenárias, ateliês, mirantes e ladeiras fazem parte de um dos conjuntos históricos mais preservados do país, reconhecido como Patrimônio Mundial pela UNESCO desde 1982. Em setembro, esse cenário ganha mais um motivo para ser visitado: nos dias 25, 26 e 27 de setembro, a cidade recebe a 17ª edição do MIMO Festival, um dos mais importantes festivais de música do Brasil e um dos raros a oferecer gratuitamente uma programação de grande relevância artística, reunindo nomes de destaque da música brasileira e internacional. Acompanhe a gente também no Instagram, onde você pode receber várias dicas de viagem e conhecer paisagens incríveis! É só clicar AQUI! O MIMO conta com o patrocínio master da Petrobras. Idealizado e dirigido artisticamente por Lu Araújo, o MIMO nasceu em Olinda, em 2004, e mantém com a cidade uma relação que ajudou a moldar sua própria identidade. A riqueza da cultura local e sua importância histórica fortaleceram os pilares que orientam o festival desde a origem — música, patrimônio e educação. Foi a partir desse encontro que o MIMO traçou seu caminho de expansão e internacionalização, primeiro levando a Olinda grandes nomes da música brasileira e mundial e, mais tarde, projetando para outras cidades e países um conceito de festival nascido ali, que se confirmou como uma experiência bem-sucedida em diferentes territórios. Em 2026, serão 40 atividades gratuitas, entre shows, concertos e DJ sets, filmes no Festival Mimo Petrobras de Cinema, atividades do Programa Educativo e encontros do Fórum de Ideias. A expectativa é receber mais de 70 mil pessoas ao longo dos três dias. Quer dicas de viagem? Não deixe de acessar o site ROTA1976.COM

No coração da cidade, a Praça do Carmo concentra alguns dos principais shows e reforça a vocação multicultural do festival, com apresentações do BaianaSystem, destaque da música brasileira; Alice Caymmi, cantora e compositora de uma das mais importantes famílias da música nacional; a rapper portuguesa Capicua, referência do hip-hop lusófono; Tinariwen, grupo do norte do Mali consagrado mundialmente pelo blues do deserto; e o marfinense Tiken Jah Fakoly, referência internacional do reggae africano, entre muitos outros.  Olinda pelos olhos do MIMO Visitar Olinda durante o MIMO é também uma oportunidade de descobrir a cidade pelos olhos do festival. Entre um concerto, um filme e um show, o público percorre ladeiras, igrejas, museus, ateliês e mirantes, encontra uma gastronomia diversa, com opções para diferentes gostos e bolsos, e uma rede de hotéis e pousadas de charme integrada ao casario histórico. E, a poucos quilômetros dali, as praias do litoral pernambucano ampliam as possibilidades para quem decide permanecer mais tempo na região. Nesta edição, o MIMO leva parte de sua programação a espaços históricos recentemente restaurados, como o Mosteiro de São Bento, a Igreja de São Pedro e o Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco (MAC). Fundado em 1966 por iniciativa de Assis Chateaubriand, o MAC ocupa um edifício do século XVIII que já abrigou uma prisão eclesiástica, o antigo Aljube, e reúne hoje um acervo de mais de 4 mil obras de importantes artistas brasileiros. É essa combinação que transforma a passagem pelo festival em uma experiência singular: assistir a um concerto cercado pela arte sacra de uma igreja centenária, ouvir música ao lado de anjos ou chegar a um filme atravessando um museu de arte instalado em um edifício com quase três séculos de história. A cultura popular de Olinda também não aparece apenas como paisagem: integra a própria programação do MIMO. Maracatus, rodas de coco e outras manifestações tradicionais se encontram com músicos brasileiros e internacionais, enquanto, pelas ruas, experiências como a Serenata de Olinda revelam uma cidade em que música e cultura permanecem vivas para além dos palcos. Durante três dias, o visitante pode acompanhar o festival e, ao mesmo tempo, descobrir diferentes camadas de uma das cidades mais singulares do país. “O MIMO convida o público a ver Olinda de outra maneira. É possível ouvir música ao lado de anjos em uma igreja centenária, atravessar uma ladeira e encontrar um maracatu, entrar em um museu, descobrir um ateliê, provar a culinária local e, pouco depois, estar diante de um artista que veio de outro lado do mundo. Essa mistura é Olinda e também está na essência do MIMO”, afirma Lu Araújo, idealizadora e diretora do festival.