Bom dia, FlatOuters! Aqui está nossa seleção diária das notícias mais importantes e relevantes do mundo automotivo para você ficar por dentro de tudo, sem perder tempo com rage-baits, discussões rasas e textos desalmados gerados por IA alucinadas. (Para compa…

Bom dia, FlatOuters! Aqui está nossa seleção diária das notícias mais importantes e relevantes do mundo automotivo para você ficar por dentro de tudo, sem perder tempo com rage-baits, discussões rasas e textos desalmados gerados por IA alucinadas.

(Para compartilhar uma notícia específica, basta copiar o link direto no índice acima)

O Contran atualizou as regras de fiscalização da Lei Seca no Brasil. As multas, os limites de álcool e as demais penalidades continuam os mesmos, mas não a forma de fiscalização. A partir de agora, o procedimento de fiscalização em abordagens terá uma etapa de triagem e regras mais claras para repetir o teste do etilômetro e também detecção de uso de drogas.

A principal mudança é o pré-teste de alcoolemia. Em vez de pedir aos motoreistas que soprem etilômetro, os agentes poderão usar etilômetros passivos (ou bafômetros de triagem), equipamentos sem bocal que analisam o ar ao redor do motorista ou o ar expirado à curta distância, geralmente quando ele fala ou se aproxima do aparelho. Esses dispositivos funcionam como um “sensor de presença” de álcool: eles não medem a concentração exata, apenas indicam se há indícios de álcool no ambiente respirado. Quando o resultado é positivo, o motorista é então encaminhado para o etilômetro tradicional, com bocal, que confirma ou não a infração.

Esse pré-teste, contudo, não poderá gerar uma multa sozinho. Se houver indicação de álcool, o motorista deverá passar pelo procedimento normal de fiscalização para que a infração seja comprovada.

A segunda mudança envolve situações em que o bafômetro pode registrar álcool residual na boca. Produtos como enxaguante bucal, xaropes expectorantes, bombons com licor e alguns alimentos podem provocar uma leitura momentânea logo depois do consumo. Quando houver uma situação plausível desse tipo, o teste deverá ser repetido antes da conclusão da fiscalização. Isso não significa que bombom ou enxaguante passaram a justificar um resultado positivo — nova regra apenas estabelece o reteste para evitar que uma leitura contaminada por álcool presente somente na boca seja confundida com álcool ingerido.

A terceira mudança é que as ações poderão testar também o consumo de outras substâncias psicoativas. O Contran regulamentou o uso de equipamentos específicos para detectar drogas que possam comprometer a capacidade de dirigir. Esses aparelhos indicarão a presença da substância, mas não necessariamente sua concentração no organismo.

Também foram definidos critérios mais claros para os casos em que a alteração da capacidade do motorista é constatada pelo próprio agente. Quando não houver um teste como prova, deverão ser registrados pelo menos dois sinais de alteração psicomotora — o que não muda grande coisa, pois o agente já tem fé pública. Já a recusa ao bafômetro continua funcionando como antes: o motorista pode se recusar ao teste, mas continua sujeito às penalidades previstas no Código de Trânsito Brasileiro, incluindo multa e suspensão da CNH por 12 meses.

A nova regulamentação já está em vigor, enquanto algumas alterações administrativas dos órgãos de trânsito terão até 60 dias para ser implementadas. (Leo Contesini)

A essa altura, acredito que todo mundo já meio que perdeu a esperança de ver um novamente um carro com motor rotativo sendo lançado. Quer dizer, todo mundo menos a própria Mazda — que, dias depois de ressuscitar o Wankel no Gran Turismo, agora parece disposta a tentar (de novo) trazê-lo de volta ao mundo real. A gente já viu esse filme antes. Algumas vezes.

Em 2024, o belíssimo conceito Iconic SP (que parecia de fato um RX-7 para o século 21) deixou todo mundo empolgado com a possibilidade — ínfima, mas real — de que a Mazda trouxesse de volta um esportivo com motor Wankel, mesmo que usado como extensor de autonomia para recarregar as baterias em um sistema híbrido. Depois, em outubro de 2025, foi a vez do cupê Vision-X, que não tinha um visual tão sedutor mas, novamente, trazia um motor rotativo turbo e um motor elétrico para formar um powertrain híbrido plug-in. Mesmo sem dar muitos detalhes sobre o funcionamento do conjunto, a Mazda falava em 510 cv combinados.

A razão pela qual esses carros nunca passam de conceitos tem a ver com o nível de emissões — a Mazda simplesmente não parece conseguir desenvolver um motor Wankel que se enquadre nos padrões atuais. Só que uma patente registrada recentemente pela fabricante pode trazer a solução.

Segundo o documento protocolado junto ao órgão de patentes dos EUA, a Mazda quer implementar um sistema de recirculação dos gases de escape no motor rotativo — conhecido como EGR. A maior parte dos motores a combustão modernos utiliza algum tipo de EGR para cortar emissões, mas os Wankel nunca tiveram esse tipo de tecnologia simplesmente porque, quando eles estavam em produção, as exigências ambientais eram bem menos rigorosas do que hoje em dia.

O sistema da Mazda fuciona dividindo o fluxo de escape da carcaça do rotor, com as saídas laterais alimentando o turbocompressor e as saídas periféricas direcionando os gases para o resfriador do EGR. Em teoria, isso resolve dois problemas históricos do motor rotativo: em condições normais de funcionamento, os gases resfriados voltam para a admissão para abaixar a temperatura da câmara de combustão, cortando a formação de óxidos de nitrogênio (NOx). Já quando você pisa fundo e o EGR é desligado para entregar potência total, esse ar resfriado é desviado direto para o catalisador secundário. Em ambos os casos, o sistema ajuda a queimar os resíduos de combustível restantes antes que eles cheguem ao meio ambiente.

Parece técnico demais, mas o que isso quer dizer é que a Mazda ainda está tentando tornar o Wankel menos poluente, o que por sua vez aumentaria as chances de que um novo esportivo com ele — algo que que faria muito bem à Mazda enquanto marca entusiasta, já que o Miata atualmente é um ponto fora da curva no portfólio dos japoneses. Nada disso é garantido, mas um Wankel hipotético é melhor que nenhum Wankel. Eu acho. (Dalmo Hernandes)

O acabamento interno é bem semelhante ao do Tank 300 normal, com bancos de couro e telas de 12,3 polegadas no painel. As mudanças são mais focadas em conforto e conveniência, como ventilação no encosto do banco do motorista e massageador com 8 modos de funcionamento.

Com preço de R$ 350.000, serão vendidas apenas 300 unidades do GWM Tank 300 TerraForce. Os compradores receberão um kit com garrafa térmica, lanterna e canivete, além de poderem contar com um canal de atendimento ao consumidor à parte dos demais GWM. (Dalmo Hernandes)

Geralmente a gente associa os freios Brembo a carros esportivos e projetos de pista. Mas a consagrada empresa italiana também tem freios de alto desempenho voltados a outros segmentos, evidentemente. E seu lançamento mais recente deixa isso bem claro: as novas pinças de freio da linha Boldika, voltada a picapes e SUVS — e elas são as mais potentes que eles já fizeram.

Com seis pistões, as pinças foram projetadas especificamente para conter a inércia de utilitários e picapes grandes — sejam movidos a combustão ou 100% elétricos. Como esses veículos tem ficado cada vez mais pesados e potentes, o conjunto entrega nada menos que 8.500 Nm de torque de frenagem.

Para suportar uma carga tão grande sem deformar, as pinças se valem da construção em três peças, combinando laterais de alumínio a uma ponte central de ferro fundido. É a primeira vez que a marca utiliza esse tipo de estrutura em uma pinça de seis pistões, garantindo extrema rigidez estrutural e peso reduzido se comparado a uma estrutura feita totalmente de ferro.