Envio de servidores de inteligência artificial 'de alto padrão' da gigante americana Nvidia a Pequim viola controles de exportação dos EUA

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Taiwan investiga contrabando de chips Nvidia para a China. Autoridades realizaram buscas em empresas como Super Micro Computer por suspeita de envio de servidores de IA, violando controles de exportação dos EUA. A ação visa impedir que Pequim use tecnologia avançada para fins militares na corrida global por inteligência artificial.

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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

As autoridades de Taiwan realizaram operações de busca e apreensão nos escritórios de três empresas de tecnologia como parte de uma investigação sobre o possível contrabando de chips avançados da Nvidia para a China, informou o Ministério Público nesta terça-feira, 30.

As operações de busca aconteceram na segunda-feira em doze locais diferentes, incluindo os escritórios da Super Micro Computer, da Albatron Technology e da Chief Telecom, informou o Ministério Público em um comunicado.

Em maio, o MP taiwanês anunciou um inquérito pela suspeita do envio de servidores de inteligência artificial “de alto padrão” com chips da corporação americana para a China, Macau e Hong Kong, em violação aos controles de exportação dos Estados Unidos.

Nove pessoas estão sendo investigadas por falsificação de documentos que permitiram o despacho de quase 50 servidores fabricados pela empresa americana Super Micro Computer, informou Huang Sheng, procurador-chefe do MP de Keelung, à agência de notícias AFP.

Em plena competição pela liderança no setor de IA, o governo dos Estados Unidos restringe a exportação de seus chips de inteligência artificial mais avançados para a China, em parte por receio de que Pequim utilize a tecnologia para fins militares.

Os chips mais avançados fabricados pela gigante americana Nvidia — a empresa de maior valor do mundo — são usados para treinar e operar sistemas de IA.

Em resposta às restrições de exportação impostas por Washington, a Pequim acelerou os esforços para desenvolver seus próprios chips e deixar de depender do hardware americano.

Chris McGuire, especialista em China e em IA no Council on Foreign Relations, think tank com sede nos Estados Unidos, escreveu em artigo recente que o contrabando de chips é um “problema realmente significativo” em Taiwan e no sudeste da Ásia.

Neste mês, o vice-ministro taiwanês de Assuntos Econômicos, Ho Chin-tsang, declarou que Taiwan e Estados Unidos “trabalharão para implementar nossos objetivos comuns de controle de exportações”, mas o governo não revelou mais detalhes.