Ela é uma das assessoras mais próximas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Apelidada de "impressora humana", Natalie Harp, de 35 anos, costuma acompanhá-lo com uma impressora portátil para produzir cópias em papel das informações que entrega ao presidente. Natalie também escreve mensagens para Trump nas redes sociais, envia textos a líderes mundiais em nome dele e possui um lugar reservado no Marine One, o helicóptero presidencial. Matéria exclusiva para assinan
Ela é uma das assessoras mais próximas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Apelidada de "impressora humana", Natalie Harp, de 35 anos, costuma acompanhá-lo com uma impressora portátil para produzir cópias em papel das informações que entrega ao presidente. Natalie também escreve mensagens para Trump nas redes sociais, envia textos a líderes mundiais em nome dele e possui um lugar reservado no Marine One, o helicóptero presidencial.
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Harp ocupa os cargos de assistente especial do presidente e assistente executiva do presidente. Segundo um relatório anual apresentado ao Congresso, recebe US$ 150 mil por ano, pagos pelos contribuintes. Embora raramente apareça diante das câmeras, ela é descrita como uma presença constante ao lado de Trump durante seu segundo mandato.
De onde veio o apelido ‘impressora humana’
O apelido surgiu da rotina de Harp de carregar uma impressora portátil enquanto acompanha Trump. Dessa forma, ela consegue imprimir informações e entregá-las ao presidente em papel praticamente onde quer que ele esteja.
Além dessa função, Harp é responsável por redigir mensagens que Trump publica nas redes sociais. Segundo a descrição de sua rotina, ela costuma permanecer acordada até tarde com o presidente enquanto os dois elaboram publicações.
Harp se tornou uma das pessoas responsáveis por controlar o acesso a Trump e funciona como um canal individual de informações fora da cadeia de comando habitual.
Ela fornece ao presidente conteúdos encontrados nas redes sociais, inclusive materiais que circulam em ambientes menos convencionais da internet. Entre eles esteve um vídeo que Trump publicou e que retratava Barack e Michelle Obama como macacos.
A função também permite que Harp ofereça ao presidente uma perspectiva diferente daquela concentrada na chamada “Washington oficial”, ambiente pelo qual Trump demonstra desconfiança.
O interesse sobre Harp aumentou depois que foi revelado que ela estava entre as poucas pessoas que acompanharam Trump durante uma operação secreta para retirá-lo da Turquia diante de uma ameaça de ataque iraniano.
Na operação, o presidente foi colocado dentro de um contêiner usado para transportar refeições e suprimentos de serviço de bordo. Harp estava entre as pessoas escolhidas para acompanhá-lo durante a retirada.
Presente de US$ 45 mil
Trump deu US$ 45 mil, cerca de R$ 229 mil, em dinheiro a Harp. Segundo o Washington Post, outras duas funcionárias da Casa Branca, Margo Martin e Chamberlain Harris, receberam valores semelhantes.
As três descreveram os pagamentos como “presentes em dinheiro pelas festas de fim de ano”, de acordo com os formulários de declaração patrimonial citados pelo jornal.
Um porta-voz da Casa Branca defendeu os pagamentos e afirmou que Trump tem uma tradição de dar presentes de Natal a pessoas de seu círculo, incluindo, ocasionalmente, funcionários e colaboradores. Segundo ele, os valores não estão relacionados aos cargos ocupados pelas funcionárias e são “completamente admissíveis de acordo com as normas legais e éticas pertinentes”.
Em agosto, o senador democrata Jon Ossoff, da Geórgia, criticou Trump e mencionou diretamente Harp ao falar sobre o presidente.
— Ele não quer fazer o trabalho. Quer construir seu salão de festas e viajar com Natalie em seu palácio voador aparentemente indefeso, presenteado pelo emir do Catar — disse, em referência ao novo Air Force One adaptado em uma aeronave dada pelo emirado.
A declaração provocou reação entre setores ligados a Trump. Assessores da Casa Branca, parlamentares do Capitólio, influenciadores conservadores e pelo menos um integrante do Gabinete defenderam Harp no X. Houve acusações de sexismo vindas da direita e de sensibilidade excessiva vindas da esquerda.
Trump não respondeu diretamente quando um repórter da CNN perguntou sobre os comentários de Ossoff. Uma conta nas redes sociais administrada pelo governo, porém, atacou pessoalmente o jornalista e fez referência aos filhos dele.
A relação entre Harp e Trump é descrita como marcada por forte lealdade. Segundo o jornal americano New York Times, ela funciona como uma fonte constante de positividade para o presidente e procura animá-lo em momentos difíceis.




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