Paulo Briguet“O Paulo Briguet é o Rubem Braga da presente geração. Não percam nunca as crônicas dele.” (Olavo de Carvalho, filósofo e escritor)
Dê de presentePrefira a Gazeta no GoogleO Nordeste brasileiro pertence a Deus. Refém dos donos do poder, o povo nordestino desperta: chegou a hora da libertação. O Nordeste acordou. (Foto: Rhuan Pablo/Divulgação Nikolas Ferreira)Ouça este conteúdo
1. Há 90 anos, em 6 de agosto de 1936, Nossa Senhora das Graças apareceu a duas jovens humildes, Maria da Luz e Maria da Conceição, em Cimbres, no agreste pernambucano. A Virgem — que respondeu a um rigoroso interrogatório teológico feito em alemão e latim pelo Padre José Kehrle — fez severos avisos e profecias sobre a ameaça comunista no Brasil e alertou sobre a ruína espiritual do país. O local das aparições, de onde brotou uma fonte de água, atrai até hoje multidões de peregrinos.
2. O Nordeste não pertence à esquerda nem à direita. O Nordeste não pertence a Lula nem a Flávio. O Nordeste não pertence a nenhum político, a nenhum homem, a nenhuma ideologia. O Nordeste brasileiro pertence a Deus. Foi lá, em 26 de abril de 1500, que se realizou o batismo da Terra de Santa Cruz, na Primeira Missa celebrada pelo Frei Henrique de Coimbra. Foi lá, em 19 de abril de 1648, que se travou a Batalha dos Guararapes, quando, pela primeira vez, uniram-se as três principais etnias do Brasil — portugueses, negros e índios — para enfrentar um inimigo externo. O Nordeste é o nosso berço, é a nossa pia batismal, é o nosso campo de batalha.
4. Muitos dos gigantes citados acima tiveram de sair do Nordeste e construíram suas carreiras em outros lugares. Mas, conscientes dos imensos problemas sociais e do sofrimento do povo nordestino, jamais deixaram de lutar para que a miséria fosse minorada e jamais se esqueceram de suas origens, que traziam com orgulho.
5. Os nordestinos ajudaram a construir o Brasil com braço forte. Ao longo do tempo, porém, os donos do poder transformaram o Nordeste brasileiro em refém. Para continuar mandando, eles mantiveram os nossos irmãos nordestinos na miséria e no desamparo, chantageando o povo com a velha máxima dos tiranos: “Vocês me deixam roubar, eu deixo vocês sobreviverem”.
6. Mas chegou a hora da libertação. Chegou a hora do resgate civilizacional. Em todo o Nordeste, as pessoas estão acordando e veem a possibilidade real de sair do cativeiro criado pelos poderosos. As multidões pedem mudança e não acreditam mais nas velhas mentiras e no velho discurso do medo.
7. Nikolas Ferreira sintetizou o Grito de Independência do Nordeste no histórico vídeo em que colocou os próprios homens e mulheres do povo para falar a verdade. A esquerda tentou silenciá-los, mas foi aí que a mensagem ganhou mais força e atingiu milhões. Agora, até o silêncio grita: o Nordeste acordou. A fonte de água que brotou em Cimbres jorrará para a vida eterna.
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Nunca foi tão fácil escolher um ladoA mentira é tudo que restou ao LulaEduarda Campopiano e a nova geração conservadora: esperança para o BrasilPaulo BriguetPaulo Briguet é escritor, jornalista, palestrante e professor de literatura. Trabalhou em diversos jornais, revistas e assessorias de comunicação no Paraná. Foi colunista da Folha de Londrina e editor-chefe do jornal Brasil Sem Medo. Publicou diversos livros, dentre eles: “Nossa Senhora dos Ateus”, "Coração de mãe", “O Mínimo sobre Distopias” e “Diário de Moby Dick”. Já escreveu mais de 2 mil crônicas. **Os textos do colunista não expressam, necessariamente, a opinião da Gazeta do Povo.
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