A 27 dias das eleições, o 7 de Setembro teve atos com referências à crise instaurada no Supremo e ao caso Master.Em Brasília, o desfile oficial do Dia da Independência reuniu os representantes dos três Poderes: o presidente Lula (PT) e os presidentes d

A 27 dias das eleições, o 7 de Setembro teve atos com referências à crise instaurada no Supremo e ao caso Master.

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Em Brasília, o desfile oficial do Dia da Independência reuniu os representantes dos três Poderes: o presidente Lula (PT) e os presidentes do STF, Edson Fachin, do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Com o slogan "Soberania: a força que une o Brasil", o desfile foi mais sóbrio, sem discursos ou elementos potencialmente político-partidários, a fim de evitar acusações de irregularidades no período eleitoral.

"O Brasil escolheu ser soberano", Lula postou no X após o evento.

Há os que jogam contra. Se travestem de patriotas mas militam por interesses estrangeiros. Somos um país soberano, e nossas decisões pertencem a nós e a mais ninguém. O Brasil é dos brasileiros. Lula, no X

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Em São Paulo, o senador Flávio Bolsonaro (PL) abriu o discurso no ato da avenida Paulista dizendo "fora, Lula e "fora, Moraes". Referiu-se ao julgamento do 8 de Janeiro como uma "farsa".

Com orientações jurídicas de não atacar urnas eletrônicas nem ameaçar autoridades ou instituições públicas, conforme informou a colunista do UOL Letícia Casado, Flávio inclinou a campanha para um tom menos agressivo contra o STF, tratando Moraes como "laranja podre". No ato, disse que a Suprema Corte não pode ser vista apenas como sendo um ministro.

Flávio disse que Lula fez indicações ao STF, PGR e PF "com a missão de perseguir Bolsonaro e seus aliados" e afirmou que vai acabar com o "consórcio" entre o presidente e Moraes.

Vocês vão ver que vão tentar mais uma vez interferir nas eleições: não vai adiantar nada. Nós juntos somos muito mais fortes do que eles. Flávio Bolsonaro, no 7 de Setembro na avenida Paulista

Protagonistas da crise no STF, instaurada após acusações trocadas no caso Master, os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes não foram ao desfile oficial na Esplanada dos Ministérios.

Marcaram presença o advogado-geral da União, Jorge Messias, e o diretor da PF, Andrei Rodrigues, citado nas mensagens entre Moraes e Daniel Vorcaro, do Master -o ex-banqueiro perguntou se o ministro poderia tentar "sensibilizar" o policial.

Messias teve a indicação ao STF rejeitada no Senado, por articulação de Alcolumbre, em abril. O desfile foi uma das poucas agendas compartilhadas por eles desde então.

Ao lado da tribuna das autoridades foram puxados gritos de "fim da 6x1", referência à proposta de alteração da jornada trabalhista que tramita no Senado -assunto que Alcolumbre já sinalizou que não pretende pautar antes das eleições.

Na Funarte, a cerca de 3 km da Esplanada, manifestantes se reuniram com parlamentares como Bia Kicis (PL-DF), com pedidos de "fora, Lula" e "fora, Moraes".

De manhã, Flávio foi com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) a um culto na Igreja Mundial do Poder de Deus, do apóstolo Valdemiro. "Que o senhor leve sua espada da justiça na Praça dos Três Poderes", afirmou no púlpito.

À tarde, levou ao trio elétrico na avenida Paulista aliados como os deputados federais Nikolas Ferreira (PL-MG) e Mario Frias (PL-SP), candidatos à reeleição, e o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB-SP).

O ato reuniu 28,5 mil manifestantes, segundo o Monitor do Debate Político da USP e do Cebrap em parceria com a ONG More in Common —dois terços do público do 7 de Setembro do ano passado, quando 42,2 mil pessoas pediam liberdade do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Bolsonaristas pediram impeachment de Moraes e defenderam Mendonça, relator do caso Master e foi indicado por Bolsonaro ao STF.