O confronto entre França e Noruega de hoje, em Boston, era um dos jogos mais esperados da Copa. Duas seleções disputando ponto a ponto o primeiro lugar do grupo; o esperado duelo entre Kylian Mbappé e Erling Haaland. Uma decisão surpreendente do técnic

Siga o UOL Esporte noOuvir1×0.5×0.75×1×1.25×1.5×1.75×2×O confronto entre França e Noruega de hoje, em Boston, era um dos jogos mais esperados da Copa. Duas seleções disputando ponto a ponto o primeiro lugar do grupo; o esperado duelo entre Kylian Mbappé e Erling Haaland. Uma decisão surpreendente do técnico norueguês Stale Solbakken, entretanto, mudou tudo - e jogou Haaland e o perigoso time norueguês no caminho do Brasil de Carlo Ancelotti.

A coletiva de imprensa de Solbakken começou ontem cercada de perguntas sobre a importância e o tamanho do jogo: França e Noruega tinham seis pontos cada, e o confronto definiria o caminho de ambas na Copa.

"É importante, mas o mais importante é a segunda fase. A gente não sabe quantos jogos vai fazer, Digo que estou 100% pensando em descansar jogadores para o mata-mata, fisicamente e mentalmente. Então entendam, vamos fazer algumas mudanças no time. Temos que entender o que é preciso para a próxima fase".

O grande número de jornalistas na sala ficou sem entender nada. Um deles precisou pedir esclarecimentos: a Noruega ia jogar com o time reserva a partida decisiva contra a França que definiria a classificação do grupo?

"Nós precisamos ser inteligentes, e não gananciosos", respondeu Solbakken, com um sorriso.

E foi exatamente o que ele fez hoje, na derrota da Noruega (reserva) por 4 a 1 diante da França. Com Haaland, Odegaard e Sorloth, os destaques da sua seleção, no banco de reservas.

O resultado joga os noruegueses na rota direta para um confronto contra o Brasil nas oitavas de final. Classificando em segundo lugar do grupo, enfrentarão a Costa do Marfim. O vencedor encara quem sair de Brasil x Japão no dia 5 de julho, em Nova Jersey.

Uma parada indigesta para o Brasil de Carlo Ancelotti - mesmo com o time reserva, a Noruega deu muito trabalho para a França, teve várias oportunidades e poderia ter saído de campo até com um resultado melhor.

O Brasil, inclusive, nunca derrotou a seleção norueguesa. São quatro confrontos, com duas vitórias da Noruega e dois empates. O retrospecto é um fenômeno cultural na torcida local.

"O Brasil venceu sim a Noruega, em 2020, eu estava em campo, você não se lembra?" disse Solbakken, quando perguntado pela coluna sobre um possível confronto contra o Brasil. Ele estava brincando - se referia a uma partida de veteranos realizada em 2020. No futebol profissional masculino, os noruegueses estão invictos contra a seleção.

"Não podemos pensar no Brasil agora, temos que trabalhar e nos preparar para o próximo jogo", completou a resposta depois, dessa vez falando sério.

Já sobre a França, a partida mostrou o que todo mundo já sabe: o ataque é absurdamente talentoso, entrosado e perigoso. Quando não é Mbappé, é Dembelé, que tomou conta do jogo marcando três gols.

Existe, entretanto, a outra parte: os franceses dão muito espaço na defesa, e deram a uma Noruega B várias oportunidades de gol. Estivesse Haaland em campo - ou, em outro dia, Vinicius Júnior - o resultado poderia ter sido bem diferente.

Antes de pensar em França ou mesmo em Noruega, o Brasil tem pela frente o Japão. A primeira partida da seleção no mata mata acontece na segunda-feira, em Houston (EUA).

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