Começam as cerimónias que marcam o 25.º aniversário dos ataques de 11 de Setembro de 2001 junto ao 'Ground Zero', onde é esperado o vice-presidente norte-a...
A cidade onde ocorreram os atentados do 11 de Setembro assinala hoje os 25 anos desde o mais mortífero ataque terrorista cometido em território norte-americano e que causou quase três mil mortos, incluindo nove vítimas portuguesas e lusodescendentes.
O 'Ground Zero', em Nova Iorque, onde se encontravam as Torres Gémeas do World Trade Center, atingido pelos aviões comerciais de passageiros que foram sequestrados por terroristas da rede terrorista Al-Qaeda em 2001, é um dos locais onde decorrem hoje as cerimónias.
O vice-presidente norte-americano, JD Vance, e os antigos presidentes Joe Biden, Bill Clinton, George Bush e Barack Obama já estão no local, onde atualmente fica o museu e o memorial do 11 de Setembro. Nas primeiras imagens, surgem também a governadora de Nova Iorque, Kathy Hochul, e o autarca Zohran Mamdani.
Na cerimónia que marca o 25.º aniversário dos ataques de 11 de Setembro de 2001 está também o diretor de Inteligência Nacional dos EUA, Jay Clayton, e o embaixador dos Estados Unidos nas Nações Unidas, Mike Waltz.
Em redor dos espelhos de água que substituem o local onde se erguiam as Torres Gémeas - como era conhecido o World Trade Center -, reuniram-se também outras figuras políticas, como os ex-autarcas da cidade Bill de Blasio e Rudy Giuliani — este último à frente da cidade quando os ataques ocorreram.
Trump, nascido em Nova Iorque, não compareceu na cerimónia, uma decisão invulgar para um Presidente norte-americano. Em vez disso, o líder republicano optou por ir ao ato realizado no Pentágono, no estado da Virgínia, onde, em 11 de setembro, um terceiro avião colidiu, causando a morte a 184 pessoas.
Um quarto avião despenhou-se num campo aberto no estado da Pensilvânia devido à revolta dos passageiros, que impediram a aeronave de voar em direção a Washington, onde provavelmente teria como alvo a Casa Branca ou o Capitólio.
O primeiro de vários momentos de silêncio aconteceu há pouco, pelas 8h46 locais (13h46 em Lisboa), hora a que o primeiro avião embateu contra a Torre Norte.
Todos os anos, a cerimónia em Nova Iorque observa um total de sete momentos de silêncio, marcando os horários exatos em que ocorreram os principais eventos do 11 de Setembro. O último será dedicado àqueles que morreram em decorrência de problemas de saúde relacionados com os ataques.
Vinte e cinco anos depois, as famílias das vítimas reuniram-se em redor do Memorial e, entre o público, muitas delas seguravam fotografias dos seus entes queridos que perderam a vida naquele 11 de setembro.
A 11 de setembro de 2001, dois aviões sequestrados por terroristas da Al-Qaeda atingiram as Torres Gémeas do World Trade Center, em Nova Iorque, provocando o colapso dos edifícios duas horas após o impacto, enquanto um terceiro aparelho atingiu o Pentágono nos arredores de Washington.
Um quarto avião, que se acredita que tinha como alvo o Capitólio (sede do Congresso) ou a Casa Branca (presidência dos Estados Unidos), despenhou-se perto de Shanksville, na Pensilvânia, depois de passageiros e membros da tripulação terem tentado recuperar o controlo da aeronave.
A par das vítimas mortais registadas naquele dia, estima-se que mais de 9.400 pessoas morreram devido a doenças ligadas à exposição dos efeitos dos ataques.
Esta semana, o atual presidente da Câmara de Nova Iorque, Zohran Mamdani, anunciou a divulgação de dezenas de milhares de documentos sobre o 11 de Setembro que mostram, segundo o autarca democrata, que a cidade ocultou informações sobre a toxicidade do ar na sequência dos ataques.
Em agosto, um juiz militar dos Estados Unidos decidiu que Khalid Sheikh Mohammed, autoproclamado mentor dos ataques terroristas do 11 de Setembro, começará a ser julgado a 05 de junho de 2028.
[Notícia atualizada às 15h53]
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