Nove cidades da região recebem imigrantes e refugiados acima da média com baixa estrutura Nove cidades da região administrativa de Campinas (SP) receberam, de janeiro de 2025 a abril de 2026, imigrantes e refugiados acima da média regional no período mesmo tendo baixa ou muito baixa estrutura para acolhimento dessas pessoas. O levantamento foi feito pelo g1 com base na Pesquisa de Informações Básicas Municipais (Munic), realizada em 2024 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e E
Por Gabriel Pitor, g1 Campinas e Região e g1 Piracicaba e Região
04/07/2026 07h49 Atualizado 08/07/2026
Cidades da região administrativa de Campinas receberam imigrantes acima da média regional entre 2025 e 2026, mesmo tendo baixa estrutura de acolhimento.
Hortolândia, Indaiatuba, Limeira, Paulínia, Piracicaba, Santa Bárbara d'Oeste, Sumaré, Valinhos e Vinhedo foram essas cidades.
O levantamento foi feito pelo g1 com base na pesquisa Munic de 2024, do IBGE, e em metodologia do Observatório das Migrações Internacionais, da Universidade de Brasília.
Ainda, das 49 cidades das microrregiões de Campinas e de Piracicaba, 47 são classificadas como de baixa ou muito baixa capacidade para recebimento de imigrantes.
Especialistas apontam que o acolhimento é feito majoritariamente por organizações da sociedade civil e que as prefeituras podem avançar em políticas públicas.
Nove cidades da região recebem imigrantes e refugiados acima da média com baixa estrutura
Nove cidades da região administrativa de Campinas (SP) receberam, de janeiro de 2025 a abril de 2026, imigrantes e refugiados acima da média regional no período mesmo tendo baixa ou muito baixa estrutura para acolhimento dessas pessoas.
O levantamento foi feito pelo g1 com base na Pesquisa de Informações Básicas Municipais (Munic), realizada em 2024 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e em uma metodologia do Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra), da Universidade de Brasília (UnB).
Ao Munic, todas as prefeituras do Brasil tiveram de responder perguntas sobre as suas políticas públicas para acolhimento de imigrantes e refugiados. Essas cidades foram avaliadas por 14 critérios — leia mais abaixo.
Quanto mais respostas positivas — ou seja, indicando que possuem a estrutura —, mais bem avaliada é a capacidade do município, conforme o OBMigra.
Hortolândia (SP), Indaiatuba (SP), Limeira (SP), Paulínia (SP), Piracicaba (SP), Santa Bárbara d'Oeste (SP), Sumaré (SP), Valinhos (SP) e Vinhedo (SP) foram avaliadas como de muito baixa ou baixa capacidade institucional para recebimento de refugiados e imigrantes.
Mesmo assim, entre 2025 e 2026, elas receberam número de aprovações de residência para refugiados e imigrantes maior que a média regional — o procedimento é feito pela Polícia Federal. A média anual da região no período é de 83 residências por cidade.
Imagem de arquivo de imigrantes venezuelanos em Campinas — Foto: Bárbara Félix Brambila/G1
Em nota, as prefeituras informaram as suas estruturas para acolhimento. Algumas cidades, como Valinhos e Hortolândia, destacaram avanços em políticas públicas desde a realização do Munic, em 2024.
Já Paulínia, Santa Bárbara d'Oeste e Vinhedo ressaltaram que, embora não tenham estruturas específicas para refugiados e imigrantes, são adotadas medidas por meio da rede socioassistencial que acabam cumprindo o acolhimento desse público.
Clique na cidade e veja o posicionamento completo. Indaiatuba, Limeira, Piracicaba e Sumaré não responderam até a última atualização desta matéria.
HortolândiaPaulíniaSanta Bárbara d'OesteValinhosVinhedo
A coordenadora-geral do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), Amarilis Busch Tavares, comentou que a avaliação não tem como objetivo comparar municípios, mas, sim, pode mensurar "o quanto é possível evoluir" e desenvolver políticas públicas.


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