A decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de autorizar a devolução ao Paraguai do canhão El Cristiano, levado ao Brasil como troféu da Guerra da Tríplice Aliança (1864-1870), reacende uma discussão que acompanho há anos: o que um Estado deve fazer qua…
A decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de autorizar a devolução ao Paraguai do canhão El Cristiano, levado ao Brasil como troféu da Guerra da Tríplice Aliança (1864-1870), reacende uma discussão que acompanho há anos: o que um Estado deve fazer quando a permanência de um objeto cultural em seu território é juridicamente defensável, mas sua devolução pode adquirir um significado histórico, ético e diplomático maior?
O El Cristiano não é um canhão qualquer. Com cerca de 12 toneladas, foi fundido no Paraguai durante a guerra com o bronze de sinos de igrejas e recebeu a inscrição La Religión al Estado. Capturado pelas forças brasileiras em 1868, foi levado ao Brasil e posteriormente incorporado ao Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro.




0 Comentário(s)
Deixe seu comentário