O cantor Roberto Carlos , 85, será submetido a uma cirurgia para retirada da vesícula biliar por videolaparoscopia, técnica minimamente invasiva. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (22) pela equipe do artista. Leia mais (07/22/2026 - 22h38)

benefício do assinante

Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.

benefício do assinante

Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.

Salvar para ler depois

Recurso exclusivo para assinantes

assine ou faça login

22.jul.2026 às 22h38

O cantor Roberto Carlos, 85, será submetido a uma cirurgia para retirada da vesícula biliar por videolaparoscopia, técnica minimamente invasiva. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (22) pela equipe do artista.

Segundo Paulo Kassab, cirurgião do aparelho digestivo, professor de cirurgia da Santa Casa e médico do Hospital Sírio-Libanês, a recuperação costuma ser rápida, mesmo em pacientes idosos.

A vesícula armazena e concentra a bile fabricada pelo fígado, que é responsável por digerir as gorduras da alimentação.

Quando a vesícula adoece —problema mais comum em mulheres, segundo Kassab—, a bile perde solubilidade e forma cálculos, popularmente chamados de pedras na vesícula.

Essas pedras podem permanecer sem causar sintomas por décadas. Mas também podem provocar infecções, inflamações e dores fortes ou ainda migrar e obstruir o canal biliar, podendo causar icterícia (pele amarelada) ou pancreatite.

"A principal indicação cirúrgica relaciona-se à presença de cálculos que podem gerar processo inflamatório ou migrar pelos canais da bile, gerando icterícia", afirma Marcelo Averbach, cirurgião do aparelho digestivo do Sírio-Libanês.

Voltar Compartilhe Ícone Facebook Facebook Ícone Whatsapp Whatsapp Ícone X X Ícone de messenger Messenger Ícone Linkedin Linkedin Ícone de envelope E-mail Ícone de linkCadeado representando um link Copiar link Ícone fechar

Como funciona o procedimento Chamada de colecistectomia, a cirurgia para remoção da vesícula biliar por via laparoscópica é feita sob anestesia geral e costuma ser rápida (cerca de uma hora) e o paciente pode ter alta já no dia seguinte.

Segundo Kassab, a operação por videolaparoscopia causa cortes menores e provoca menos dor que a cirurgia aberta, além de promover uma recuperação mais rápida.

Para pacientes mais idosos, o risco cirúrgico tende a ser um pouco maior, mas a avaliação depende sobretudo de comorbidades.

Kassab cita a classificação da Associação Americana de Anestesiologia, que vai de 1 a 5: pacientes idosos saudáveis, com no máximo hipertensão, ficam no nível 2. Já pacientes frágeis, emagrecidos, com demência ou problemas cardiovasculares graves sobem para os níveis 3 ou 4.

Um paciente idoso saudável, ele diz, costuma ter uma "cirurgia tranquila", sem "grandes riscos cirúrgicos".

A recuperação tende a ser tranquila, mas deve-se evitar esforço físico. Isso porque os pequenos orifícios feitos na parede abdominal ficam frágeis nas primeiras semanas, e o esforço pode favorecer o surgimento de hérnia no local.