Lito Souza, do canal Aviões e Música, foi diagnosticado com doença Creutzfeld-Jacob (DCJ), condição que causa demência e perda progressiva dos movimentos
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A esposa do youtuber Lito Souza revelou que ele foi diagnosticado com Doença de Creutzfeldt-Jacob (DCJ), condição rara e fatal que causa demência e perda de movimentos. Apesar da gravidade, Lito mantém a lucidez, o que é considerado um milagre pela família. A DCJ, sem tratamento conhecido, exige cuidados intensivos e acompanhamento constante.
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A esposa do youtuber Lito Sousa, do canal Aviões e Músicas no YouTube, publicou nesta sexta-feira, 21, um vídeo em suas redes sociais no qual conta que o marido recebeu o diagnóstico de doença Creutzfeld-Jacob (DCJ), condição rara que causa demência e perda progressiva dos movimentos.
Mila Seidl afirmou que a hipótese era a menos provável levantada pela equipe médica, uma vez que a doença é rara e, além disso, os sintomas do marido não seguiram a forma mais comum de apresentação da DCJ, que geralmente começa com um quadro de demência. “Ele já perdeu bastante movimento nas últimas semanas, mas a lucidez ainda está íntegra, o que, por si só, já é um milagre”, comentou. O diagnóstico, segundo ela, foi confirmado após semanas de investigação.
Em julho, o influencer havia confirmado um diagnóstico de câncer de próstata. No mês seguinte, Lito teve um quadro de encefalite que parecia autoimune, segundo a esposa. Mila contou ainda que ele fez um ciclo de tratamento no Hospital Albert Einstein e voltou para casa, mas piorou novamente e foi internado mais uma vez.
Na ocasião, foi diagnosticado com uma inflamação no cérebro, o que levou a uma série de exames que culminaram no diagnóstico da doença Creutzfeld-Jacob (DCJ).
A esposa do influenciador também disse que o médico orientou que ele aproveitasse essa “janela” de tempo para falar, planejar decisões e estar com a família, já que a doença não tem tratamento. Ela afirmou ainda que Lito deve ser mantido em tratamento hospitalar em casa (homecare) e que irá precisa de cuidador 24 horas por dia.
A Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) faz parte do grupo das chamadas doenças priônicas, condições neurodegenerativas raras que são causadas pelos príons: partículas infecciosas proteicas (do inglês “Proteinaceous Infections Particles“).
Os príons surgem quando proteínas normalmente presentes no corpo alteram seu formato e se aglomeram no cérebro, causando doenças que podem afetar tanto humanos quanto animais. Em muitos casos, a origem da proteína anormal é desconhecida.
A forma mais comum de doença priônica que afeta humanos é a DCJ, um tipo de Encefalopatia Espongiforme Transmissível (EET) que acomete os humanos. O termo “espongiforme” se refere às alterações que a doença causa no cérebro, que passa a apresentar um padrão esponjoso.
Segundo o site do Ministério da Saúde, os sintomas são variáveis e inespecíficos, podendo ser confundidos com demências e transtornos neurológicos progressivos como Alzheimer ou a doença de Huntington. O quadro inicial geralmente inclui demência associada a outros sinais neurológicos, como:
O paciente apresenta uma piora rápida e progressiva após o início dos sinais e sintomas. Com a progressão do quadro, podem ocorrer ainda insônia, depressão, ataques epiléticos e paralisia facial.
Segundo a pasta, a degeneração progressiva das habilidades psicomotoras de pessoas acometidas pela DCJ é bem mais acelerada quando comparada com outras demências.
Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, há três formas de manifestação da condição.
A forma esporádica é responsável por aproximadamente 85% dos casos confirmados. Não se sabe a causa nem a fonte infecciosa desses quadros. Além de não ter um padrão de transmissibilidade reconhecível, a condição não tem relação com a presença da doença na história familiar do paciente ou possível consumo de carne e/ou viagens internacionais realizados.
Também não está relacionada a um padrão socioeconômico ou geográfico. Costuma afetar pessoas com idade média de 65 anos, mas já foram relatados casos entre os 14 aos 92 anos.
Já a forma hereditária está por trás de 5% a 15% dos casos de DCJ. Nesses quadros, a condição é causada por mutações hereditárias do gene que codifica a produção da proteína priônica.
Apenas um teste genético para detecção da mutação pode orientar o diagnóstico, além da avaliação de vínculo familiar consanguíneo. Mas nem todas as pessoas que apresentam mutações no gene vão desenvolver DCJ no futuro, afirma a pasta.
A DCJ hereditária é frequentemente diagnosticada em idade mais precoce (cerca de 50 anos), com demência tardia e curso mais longo da doença do que o observado na DCJ esporádica.
A terceira manifestação da doença é forma iatrogênica, responsável por menos de 1% dos casos conhecidos da doença. Ela pode ser transmitida por procedimentos invasivos (transmissão acidental) via instrumentos e equipamentos cirúrgicos contaminados, como instrumentos neurocirúrgicos ou eletrodos intracerebrais contaminados, transplantes de córnea ou meníngeos (enxertos de dura-máter) ou pela administração de hormônios de crescimento extraídos de hipófise de cadáveres e gonadotrofinas cadavéricas.




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