Após 28 anos, a Escócia volta a disputar um Mundial.

Depois de empatar com o Marrocos na partida de estreia e vencer o Haiti por 3 a 0 no jogo desta sexta-feira (19/6), o Brasil já começa a olhar para seu próximo adversário na Copa do Mundo 2026: a Escócia.

As seleções se enfrentam na quarta-feira (24/6), às 19h (horário de Brasília), no Estádio de Miami, em um duelo que revive o confronto que abriu a Copa do Mundo de 1998, na França, vencido pelos brasileiros por 2 a 1.

Aquela foi também a última participação escocesa em um Mundial. Agora, a Escócia está de volta à principal competição do futebol após uma ausência de 28 anos.

Sob o comando do técnico Steve Clarke, a seleção se classificou para a Copa com uma campanha consistente, após liderar seu grupo nas Eliminatórias da Uefa, à frente de Dinamarca, Grécia e Belarus.

Sua estreia no Mundial veio com vitória de 1-0 sobre o Haiti, seguida de uma derrota contra o Marrocos na segunda rodada, resultados que a colocam em terceiro lugar no grupo C. O Brasil está na liderança.

Confira o que você precisa saber sobre a Escócia, a útima adversária da seleção brasileira na fase de grupos.

O grande objetivo da Escócia continua sendo, há décadas, alcançar pela primeira vez a fase mata-mata de um grande torneio internacional.

A seleção participou de 12 competições desse nível até o início do verão, com um aproveitamento de apenas 17% de vitórias em 35 partidas. O último triunfo em uma competição importante aconteceu há 30 anos, na Eurocopa.

No entanto, o formato desta Copa do Mundo — que inclui uma fase eliminatória extra envolvendo 32 seleções —, somado a vitória na estreia contra o Haiti, faz desta, talvez, a melhor oportunidade para quebrar esse histórico negativo.

Em campo, a expectativa é de uma equipe sólida, agressiva e muito organizada, com forte espírito coletivo e um elenco que demonstra grande união e identificação interna.

A renovação de contrato do técnico Steve Clarke, assinada em maio, reforçou ainda mais a estabilidade do projeto às vésperas do Mundial.

Muito do que a Escócia pode fazer nesta Copa passa pelo meio-campo.

O jogador John McGinn, do Aston Villa, vem de sua melhor temporada em termos de participações diretas em gols pelo clube, enquanto Scott McTominay manteve a boa fase que o levou a ser eleito o melhor jogador da Serie A em 2024-25.

Na frente, Lawrence Shankland chega em boa forma e pode ser a solução da equipe para melhorar sua produção ofensiva em jogos de alto nível.

A seleção não tem muitas opções no elenco e não pode se dar ao luxo de perder jogadores-chave.

O lateral-direito titular Aaron Hickey atuou por apenas 92 minutos em clubes desde fevereiro, o que levanta dúvidas sobre sua condição física. Já no gol, o veterano Craig Gordon, de 43 anos, pode ser o titular.

Outras opções para o gol, Liam Kelly, do Rangers, e Angus Gunn, do Nottingham Forest, não têm sido titulares em seus clubes nesta temporada.

Steve Clarke não utiliza uma linha de cinco defensores em uma partida oficial desde a Eurocopa de 2024, mas ele pode retornar a essa formação contra adversários mais fortes, com o lateral do Celtic, Kieran Tierney, atuando como zagueiro.

John McGinn: Foi um dos destaques do Aston Villa na conquista do primeiro título europeu do clube em 44 anos. Na temporada, somou 10 gols e 7 assistências, o maior número de participações em gols de sua carreira.

Scott McTominay: O gol de bicicleta de Scott McTominay na partida decisiva das eliminatórias contra a Dinamarca tornou-se tão famoso que foi estampado em uma edição especial de uma nota de banco escocesa. O melhor jogador da Série A de 2024-25 participou diretamente de 15 gols pela Escócia desde o início de 2023 – seis a mais do que qualquer outro jogador.