Escrevi no fim de abril que Raphinha estava na mira de um grande vilão, que de fato apareceu diante dele na Copa

Luís Curro fala sobre as seleções, clubes, competições e jogadores do esporte mais popular do planeta

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22.jun.2026 às 14h10

Luís Curro No dia 30 de abril, publiquei nesta Folha uma coluna com este título: "Bíceps femoral, um vilão às portas da Copa do Mundo".

O texto mencionava atletas que tiveram complicações no músculo posterior da coxa (lesão recorrente no futebol) e que não poderiam ir ao Mundial na América do Norte ou corriam risco devido a esse problema.

Por exemplo, o atacante Estêvão, 19, uma das esperanças do Brasil que está atrás do hexacampeonato, nem foi convocado.

Esse meu texto mencionava também outro atleta de destaque, titular da seleção de Carletto Ancelotti: a lesão, com taxa elevada de recorrência (conforme exposto por médico especialista em ortopedia), trazia preocupação em relação a Raphinha, 29.

Havia uma desconfiança na condição do atleta do Barcelona, que na temporada 2025/2026 havia sofrido com o bíceps femoral da coxa direita nada menos que três vezes, perdendo bastante tempo de jogo devido ao trabalho constante de recuperação.

Pois o temor, infelizmente, concretizou-se.

Logo na segunda partida da seleção brasileira nesta Copa, a vitória por 3 a 0 diante do Haiti, Raphinha "sentiu" a mesma coxa. A CBF não deu detalhes do quadro, porém a maior suspeita é a de que o vilão voltou a aparecer.

Era uma "tragédia anunciada"?. Não exatamente. Poderia não acontecer nada com o jogador, não há tamanha previsibilidade. Só que, pelo quadro físico recente do camisa 11, ao convocá-lo Ancelotti decidiu comprar o risco. Podia dar errado. Deu.

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Ainda não se sabe quanto tempo Raphinha ficará fora desta vez, mas é improvável que retorne antes de 10 a 15 dias, em um prognóstico otimista. Voltaria, caso o Brasil chegue lá, a partir das oitavas de final. No pessimista, ele está alijado da Copa.