Não existe um único caminho para obter ótimos desempenhos e resultados
Cronista esportivo, participou como jogador das Copas de 1966 e 1970. É formado em medicina
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15.set.2026 às 18h36
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Ancelotti, pela primeira vez, reconheceu que existe uma carência de grandes meio-campistas no futebol brasileiro. Disse ainda que a Espanha joga com muita posse de bola, muita troca de passes e associações no meio-campo porque tem a sorte de possuir jogadores excepcionais no setor.
A Espanha forma um grande número de excelentes meio-campistas por convicção. No Brasil, os jogadores hábeis e criativos são deslocados para atuarem mais na frente, centralizados, no ataque ou pelas pontas.
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Aqui persiste ainda a antiga divisão no meio-campo entre os volantes que marcam e os meias que atacam, embora nos últimos anos tenham surgido bons meio-campistas que atuam de uma intermediária à outra. Porém não há, com exceção de Bruno Guimarães, outro meio-campista de talento para o nível de uma seleção brasileira. Existem promessas.
A Espanha, campeã do mundo, bastante aplaudida, poderia ter jogado melhor se Pedri tivesse brilhado, como faz habitualmente, e se Lamine Yamal estivesse em forma, pois se recuperava de uma contusão durante o Mundial.
Há décadas os espanhóis priorizam o meio-campo. Uns 20 anos atrás, o Barcelona encantou o mundo e revolucionou o futebol, sob o comando de Guardiola, com um trio de craques meio-campistas formado por Busquets, Xavi e Iniesta. No mesmo modelo, a Espanha foi campeã do mundo em 2010 e bi da Europa em 2008 e 2012.
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O time atual do Barcelona, com a contratação de Rodri, maestro e condutor do meio-campo da seleção, ficou ainda mais forte com a presença de outros campeões do mundo: Pedri, Olmo, o zagueiro Cubarsi, além de Raphinha.
Evidentemente, a maneira de jogar da Espanha não é a única eficiente. O ideal é unir, em um mesmo jogo, a posse de bola e a troca curta de passes, com as transições rápidas da defesa para o ataque, de acordo com o momento. Para isso, é necessário saber o instante certo de pausar, ficar com a bola, e o de acelerar em direção ao gol.




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