Opositores querem que comissão debata a produção de relatórios da inteligência da PF que teriam revelado o monitoramento de conversas de André Mendonça
Priorize VEJA no Google Em meio à crise do STF, parlamentares da oposição pressionam para que a Comissão Mista de Controle de Atividades de Inteligência se reúna na próxima semana para debater a atuação do braço de inteligência da PF.
O requerimento que solicita a reunião do colegiado para tratar da conduta do diretor-geral da PF, Andrei Passos Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial da PF, Leandro Almada, é assinado pelo deputado Marcel van Hattem.
“A circunstância exige que o Congresso Nacional, por intermédio da CCAI, tome conhecimento dos fatos e avalie, dentro de suas atribuições, quais providências de fiscalização e controle devem ser adotadas”, argumenta o parlamentar do Novo.
O objetivo do grupo é se debruçar sobre a produção de relatórios da inteligência da corporação que teriam revelado o monitoramento de conversas do ministro André Mendonça, do STF, o que sustentou o pedido de Alexandre de Moraes, também da Corte, de abertura de investigação contra Mendonça por suspeitas de improbidade administrativa e abuso de autoridade.
Apesar da pressão, a realização da reunião ainda depende da consulta feita por Nelsinho Trad, que preside o colegiado, sobre a disposição dos integrantes da comissão de comparecerem ao encontro em meio ao recesso branco em função do calendário eleitoral.
Fontes explicam que isso é importante para que a reunião não se transforme em um “palco de ataques” ou seja explorada para “jogar para a platéia” as vésperas do primeiro turno das eleições.
Nos bastidores, Trad vem sendo acusado de estar protelando a convocação da CCAI. Em nota, ele já acenou para a possibilidade de a comissão se reunir nos próximos dias.
“A CCAI é um órgão de Estado e precisa cumprir seu papel com equilíbrio, responsabilidade e respeito às instituições. Não cabe antecipar julgamentos nem politizar a atuação da Comissão. Havendo um pedido que atende às exigências regimentais, vamos realizar a reunião e permitir que os fatos sejam tratados no espaço institucional adequado observando sempre o regimento interno do Senado Federal”, afirmou o presidente do colegiado.




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