Movimento se dá em meio à presença de delegações iranianas e americanas na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York
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O Irã acena com a reabertura do Estreito de Ormuz em sete dias, condicionado à redução da pressão militar e suspensão dos bloqueios americanos. A proposta surge em meio à Assembleia Geral da ONU, onde as tensões entre Teerã e Washington são altas, com Donald Trump adotando um tom duro, mas o secretário de Estado indicando abertura ao diálogo. Entenda os detalhes.
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O Irã sinalizou nesta terça-feira, 22, disposição para retomar as negociações com os Estados Unidos e afirmou que pode reabrir o Estreito de Ormuz em até sete dias caso Washington reduza a pressão militar e suspenda o bloqueio aos portos iranianos. A condição foi apresentada por um funcionário do alto escalão do governo iraniano à agência de notícias Reuters, em meio à escalada das tensões no Oriente Médio e à presença das duas delegações na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York.
Segundo o funcionário, os Estados Unidos precisariam anunciar oficialmente a intenção de buscar uma solução diplomática e estabelecer um cronograma para as próximas etapas. A delegação iraniana em Nova York teria autoridade para retomar o canal de diálogo com Washington.
“A Assembleia Geral da ONU é uma oportunidade de ouro para os EUA retomarem a diplomacia”, afirmou o funcionário. Ele acrescentou que Teerã receberia bem uma retomada das negociações caso Washington adotasse medidas concretas. De acordo com ele, uma proposta iraniana para encerrar as hostilidades foi transmitida aos Estados Unidos por meio de mediadores em 16 de setembro.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, deixou Teerã nesta terça-feira com destino a Nova York para participar da Assembleia Geral da ONU. Segundo o funcionário ouvido pela Reuters, porém, Pezeshkian não tem um encontro marcado com o presidente americano, Donald Trump. Caso as negociações avancem, as conversas poderiam ocorrer por meio de mediadores durante a reunião de líderes mundiais.
A possibilidade de reabertura do Estreito de Ormuz tem impacto direto sobre o mercado global de energia. Uma das principais rotas marítimas para o transporte de petróleo e gás, o estreito registra uma forte redução no fluxo de embarcações desde o início do conflito entre Estados Unidos e Irã, em fevereiro.
A proposta iraniana ocorre, porém, enquanto persistem as ameaças de uma nova escalada militar. No domingo, o comando militar central do Irã afirmou ter sido informado de que os Estados Unidos preparavam a retomada de operações militares com apoio de países da região. Teerã ameaçou responder sem limitações caso os ataques fossem retomados.
Em seu discurso na Assembleia Geral da ONU nesta terça-feira, Trump adotou um tom duro ao tratar da possibilidade de um novo acordo com Teerã. O presidente americano afirmou que, caso as autoridades iranianas não queiram negociar, poderá “aniquilar a República Islâmica”.
“Será feito um acordo com o Irã que lhe permita reconstruir e criar um país muito maior do que jamais foi? Ou eu aniquilo a República Islâmica? ”, disse Trump, ao apresentar as duas possibilidades que, segundo ele, estão diante dos Estados Unidos.
Apesar das ameaças, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que Washington está aberto a conversar com representantes iranianos durante a Assembleia Geral. Segundo ele, ainda não havia uma reunião marcada, e qualquer negociação precisaria ter como objetivo impedir que o Irã obtenha uma arma nuclear.



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