Para ministro José Guimarães, queda do sigilo mostra que presidente não tem relação com caso
Editado por Fábio Zanini, espaço traz notícias e bastidores da política. Com Carlos Petrocilo e Gabriela Echenique
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Após semanas de preocupação com o crescimento de Flávio Bolsonaro (PL) nas pesquisas, a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) considera que as revelações sobre o inquérito de "Dark Horse" devem interromper a onda favorável do senador.
"Ao ser levantado o sigilo, o rei está nu. A sociedade brasileira precisa saber quem fez os acordos espúrios com o [Daniel] Vorcaro e quem era parte constituinte deste que é o maior escândalo financeiro do Brasil", diz o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães.
A campanha de Lula já se prepara para explorar na propaganda de TV o fato de Flávio ser alvo de um inquérito no STF por sua participação no financiamento do filme, conforme foi revelado com a retirada do sigilo pelo relator, ministro André Mendonça.
"Nós temos uma certeza: todo esse escândalo financeiro do Banco Master não tem nada a ver com o presidente Lula. E tem tudo a ver com meio mundo de gente, especialmente com Flávio Bolsonaro", afirma Guimarães.
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A campanha petista enxerga que as revelações do papel de Flávio no caso podem representar um ponto de virada na eleição. A expectativa é que isso sirva como um contraponto ao noticiário sobre as relações do ministro Alexandre de Moraes com Vorcaro, que prejudicam mais a candidatura de Lula.
Segundo Guimarães, as investigações têm de ser feitas "doa a quem doer". "Se tem ministro do Supremo envolvido, que se apure. Se tem ministro usando eleitoralmente, que se apure. O que não pode é a sociedade brasileira não tomar conhecimento disso", declara.
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