União Brasil e PP tendem a subir no barco de senador, e há expectativas sobre PSD e Republicanos

Editado por Fábio Zanini, espaço traz notícias e bastidores da política. Com Carlos Petrocilo e Gabriela Echenique

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Líderes de partidos do centrão, que se mantiveram neutros no primeiro turno, dizem que há uma tendência de apoio a Flávio Bolsonaro (PL) numa eventual segunda etapa contra Lula, especialmente após o crescimento do senador nas últimas pesquisas.

União Brasil e PP, que formam uma federação, devem puxar a fila de apoios ao senador, segundo um dirigente.

Esse cenário tende a ganhar impulso depois que se encerrar a eleição para o Senado do Piauí, estado do presidente do PP, Ciro Nogueira, que enfrenta uma difícil disputa para renovar o mandato.

Ele pressionou pela neutralidade nacional da federação numa tentativa de evitar que Lula entrasse de maneira forte na campanha de seus adversários, apoiados pelo PT local.

Há uma expectativa também de que o Republicanos apoie Flávio, sobretudo por pressão do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. O partido esteve perto de se coligar com o senador no primeiro turno, mas recuou na última hora.

Quanto ao PSD, o apoio de Ronaldo Caiado é dado como certo, mas ainda há dúvidas de como o principal cacique da legenda, Gilberto Kassab, se comportaria. As apostas são de que ele, que adota postura pragmática, esperaria por uma decisão até o último minuto.

A recusa dos partidos do centrão de apoiar Flávio no primeiro turno se deveu a arranjos regionais e a uma impressão naquele momento de que o senador não era viável eleitoralmente contra Lula.

Essa percepção mudou nas últimas semanas, no entanto. O candidato do PL passou a ser visto como um nome forte para derrotar o petista, e por isso o movimento de apoio a ele já seria uma antecipação para ocupação de cargos em seu eventual governo.

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