Dora Gomes é filiada ao PV, que cobra espaço na chapa majoritária

Editado por Fábio Zanini, espaço traz notícias e bastidores da política. Com Carlos Petrocilo e Gabriela Echenique

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Em meio à disputa pela vice na chapa do PT ao governo do Distrito Federal, o grupo Mulheres do Brasil enviou uma carta ao presidente Lula em que defende o nome da empresária Dora Gomes à vaga.

Dora é filiada ao Partido Verde (PV) que cobra espaço na chapa majoritária. Mas é defendida pelo grupo por ser um canal com o empresariado e pela bandeira do empreendedorismo feminino. Ela é muito próxima de Luiza Trajano, que preside o grupo.

Na carta, elas afirmam que Dora tem os atributos técnicos e trajetória pública consistente.

"Sua trajetória, aliada à sua legitimidade junto à sociedade civil organizada, representa não apenas um nome qualificado, mas uma sinalização política potente de compromisso com diversidade, equidade e renovação da política", diz o documento.

O pré-candidato ao Governo Leandro Grass (PT) quer uma mulher como vice e discute a vaga com vários partidos. Para conseguir o voto fora da bolha petista, tem preferência por alguém que converse com setores em que o partido enfrenta dificuldade.

Dora, por exemplo, ajudaria junto ao empresário, mas também conversaria com os cristãos. Ela é evangélica e tem abertura com esse eleitor.

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A discussão, no entanto, ainda passa pelas alianças que o PT pretende fazer nas eleições. O PV já faz parte da federação petista. O PSOL também já pleiteou a vaga e indicou o nome da advogada Tetê Monteiro.

As discussões ainda estão em aberto. Uma ala do partido ainda quer convencer o PSB a integrar a chapa. Assim, o pré-candidato ao governo Ricardo Capelli (PSB) desistiria da candidatura e seria vice de Grass. O PSB está reticente.