Atacante evita apontar destaques individuais da seleção japonesa e valoriza força coletiva
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26.jun.2026 às 18h22
Luciano Trindade Marcos Guedes
Basking Ridge (Nova Jersey)
"Rapaz! Rapaz... Vou dizer que não sei quem é o jogador mais perigoso dos caras, não", reconheceu Rayan, em seu momento mais descontraído ao conceder entrevista nesta sexta-feira (26) e ser questionado sobre os pontos fortes do Japão, próximo adversário do Brasil na Copa do Mundo, na segunda-feira (29), às 14h, pela fase de 32 seleções.
Depois de arrancar risadas na sala de imprensa, acrescentou que a principal força da seleção asiática é o "coletivo, com uma equipe muito qualificada".
O garoto de 19 anos terá dois dias para estudar o adversário, contra o qual terá a chance de buscar seu primeiro gol no Mundial.
Titular contra a Escócia, deverá ser mantido na equipe, já que Carlo Ancelotti terá a rara oportunidade de repetir, pela primeira vez, uma escalação desde que assumiu a seleção brasileira.
Rayan está confiante de que seguirá no time, principalmente porque avalia que seu desempenho cresceu após as orientações do treinador italiano, sobretudo no apoio defensivo à equipe.
"Ele pede para a gente marcar primeiro para depois jogar. Essa parte é muito importante para quem está mais perto do gol. Assim como saiu no gol do Vini, em que eu consegui dar o bote no zagueiro da Escócia. Contra o Japão acho que vai dar certo", projetou.
Ainda em busca de seu primeiro gol no torneio, Rayan reconhece que ainda lhe falta certa frieza na hora de finalizar as oportunidades.
"O gol vai sair com naturalidade. Trabalho em prol do grupo, ajudando defensivamente e ofensivamente. Trabalho isso [frieza], sim, trabalho muito as finalizações perto e longe do gol. Quando sair, vai ser um gol especial", afirmou.
Quando atingir sua meta, certamente vai esperar por uma ligação de Fernando Diniz. O jogador mantém contato quase diário com o treinador com quem trabalhou nos tempos de Vasco, antes de se transferir para o Bournemouth, da Inglaterra.
Na época, Diniz chegou a fazer uma promessa ao jogador: "Vou te colocar na seleção brasileira".
Coube a Carlo Ancelotti cumprir a promessa ao levar o atleta para a Copa do Mundo como o mais jovem do elenco brasileiro, 13 dias mais novo do que Endrick.
"Diniz sempre vai ser um pai, um cara que me ajudou bastante. Sobre a minha parte defensiva, foi um cara que me ajudou bastante também nessa parte. Se deixar, me liga quase todo dia. Vou levar sempre no coração, é um cara que sempre me ajudou", afirmou Rayan.
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