Pesquisa revela que maioria dos brasileiros defende classificação de facções como terroristas, mas repele intervenção dos EUA
Editado por Fábio Zanini, espaço traz notícias e bastidores da política. Com Carlos Petrocilo e Gabriela Echenique
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O governo Lula avalia que a pesquisa Datafolha que mostra a concordância da maioria dos brasileiros em classificar facções criminosas como terroristas revela também uma preocupação da população com o avanço do crime organizado. Além disso, deixa clara a repulsa do brasileiro a uma eventual ingerência dos Estados Unidos.
Segundo o levantamento, 59% dos entrevistados são favoráveis a caracterizar PCC e CV como terroristas. Ao mesmo tempo, a pesquisa mostrou que 74% rejeitam a possibilidade de os EUA atuarem contra as facções no Brasil sem autorização do governo.
Na avaliação da secretária nacional de Justiça do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Maria Rosa Loula, a pesquisa não mostra uma contradição, mas reafirma a preocupação do brasileiro com o avanço do crime organizado.
Ao Painel, ela comparou uma possível intervenção norte-americana ao colonialismo e disse que os números do Datafolha refletem a lucidez do brasileiro.
"O brasileiro quer uma resposta ao crime organizado, mas compreende com lucidez que uma ingerência norte-americana é uma violação à soberania brasileira. Mais ainda: nos coloca numa camada de subserviência", afirmou.
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O governo Lula passou a defender o discurso da soberania nacional, que deve ser mote da campanha até as eleições de outubro.
Segundo fontes do governo, ao mesmo tempo em que há um sentimento de repulsa ao crime, também existe uma aversão a qualquer medida que afete a soberania do país.
A avaliação é que o brasileiro entendeu que uma interferência não é a resposta adequada para resolver o problema.



