Mercado argentino de suplementos tem menos concorrência e está em estágio inicial

Editado por Alex Sabino (interino), espaço cobre os bastidores da economia e de negócios. Com Luana Franzão e Maria Clara Guilherme

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A Dark Lab, fabricante de suplementos com foco no público jovem e frequentador de academias de musculação, começa expansão para a Argentina. O projeto é "bastante agressivo" e a companhia espera crescer rápido no país, com preços até 60% menores do que a concorrência local oferece, segundo Michel Rodrigues, sócio-diretor da empresa.

Na nação vizinha, as vendas serão quase totalmente por meio do comércio online, como a empresa faz em território nacional. A companhia selou parceria com o Mercado Livre —e-commerce de origem argentina que é um dos principais canais de venda da marca no Brasil— em nome de alcaçar o novo público nos primeiros meses de expansão.

Em 2025, a Dark Lab faturou R$ 360 milhões, um avanço de 88% em relação ao ano anterior. Para 2026, o objetivo é ultrapassar os R$ 500 milhões em faturamento, surfando na onda de crescimento consumo de produtos funcionais para performance esportiva e do uso de canetas emagrecedoras.

Uma pesquisa da Mordor Intelligence projeta que o mercado global de suplementos esportivos deve crescer a uma taxa anual de 8,33% até 2030.

Segundo o executivo, as vendas começam antes do ano terminar e a companhia já obteve registro nos órgãos argentinos.

A companhia espera começar expansão no México no início de 2027.

O principal argumento estratégico para a expansão é a oportunidade de entrar em um mercado em crescimento, mas com menos concorrência. Na visão de Rodrigues, o mercado argentino de suplementos tem uma dinâmica parecida com a do brasileiro, mas está em estágios anteriores de competição.

A expectativa é ganhar mercado entrando com produtos até 60% mais baratos do que os oferecidos pelos líderes locais do segmento.

A Dark Lab vende suplementos com foco no público esportivo, sobretudo o jovem e adepto da musculação —uma audiência fiel e que crescerá com o hábito de suplementação. A creatina é o carro-chefe da marca, que também vende proteína whey, termogênicos e outros produtos do segmento.

As vendas da empresa acontecem quase totalmente em market places, sobretudo na Amazon e no Mercado Livre. Ela tem um canal digital próprio, com representação menor nos tickets. No momento, a companhia não planeja entrar no canal físico de vendas, afirma Thiago Kitzinger, head comercial e de marketing.