China, Japão, Coreia do Sul, Canadá e Holanda estão entre potenciais novos investidores; Alemanha pode fazer aporte adicional
Pelo menos cinco países aguardam os resultados das eleições brasileiras para confirmar aportes no Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês), mecanismo financeiro para remunerar os países em desenvolvimento que preservam suas florestas tropicais, apurou o Reset.
Os potenciais novos investidores são China, Japão, Coreia do Sul, Canadá e Holanda. Há também a expectativa de que a Alemanha anuncie um investimento adicional depois de ter se comprometido na COP30 a aportar € 1 bilhão (US$ 1,15 bilhão).
Apesar de ser um fundo com governança própria e gestão do Banco Mundial, a iniciativa é associada à imagem do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição pelo PT. O Brasil apresentou a ideia na COP28, em Dubai, há quase três anos, e o fundo foi oficialmente lançado na COP30, realizada em Belém, no ano passado.
Essa percepção gera um desafio diplomático. Há um receio entre potenciais investidores de o fundo ser descontinuado em uma eventual mudança de governo no Brasil, o que estaria levando esses países a esperarem o resultado das eleições em outubro antes de fazer anúncios. O principal adversário de Lula nas urnas é Flávio Bolsonaro (PL), que aparece em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto.
O assessor especial do Ministério da Fazenda, Rafael Dubeux, confirmou que há negociações com esses países. “Nem todos devem confirmar, mas alguns devem efetivar contribuições, com a expectativa de anúncios complementares até a COP31. A China e o Canadá têm uma chance relevante”, disse ao Reset.
Questionado sobre a insegurança em relação às eleições, o assessor disse que o TFFF não é uma política do Brasil nem do atual governo. “Não importa quem está no governo do Brasil, o fundo é independente e tem que existir pelas florestas tropicais”, afirmou.
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