O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, foi claro ao falar na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado: a instituição está no limite. Com quase 1.300 servidores a menos do que tinha há dez anos — e outros cem prestes a se aposentar só na área …
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, foi claro ao falar na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado: a instituição está no limite. Com quase 1.300 servidores a menos do que tinha há dez anos — e outros cem prestes a se aposentar só na área de supervisão —, o BC pode em breve ter de escolher o que fiscalizar e o que deixar descoberto. Esse cenário se agrava justamente quando o mercado financeiro se tornou mais complexo: fintechs, criptoativos e o próprio Pix multiplicaram o número de instituições e operações que precisam ser monitoradas.
É nesse contexto que a PEC 65/2023, em análise na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado, ganha relevância. A proposta amplia a autonomia financeira do BC, permitindo que a instituição gerencie seus próprios recursos, em vez de depender do Orçamento da União, sujeito a cortes e contingenciamentos. A PEC recebeu o apoio de 14 entidades do setor, da Febraban (Federação Brasileira dos Bancos) às associações de fintechs. Afinal, um regulador enfraquecido financeiramente eleva o risco do sistema, encarece o crédito e afasta investidores estrangeiros.




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