O Paraguai recebe a 68ª Cúpula do Mercosul nesta semana, em um contexto de consolidação da onda de direita na região e com a expectativa de novos anúncios em relação à implementação do acordo com a UE (União Europeia), em vigor desde maio. Leia mais (06/28/2026 - 23h00)
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28.jun.2026 às 23h00
O Paraguai recebe a 68ª Cúpula do Mercosul nesta semana, em um contexto de consolidação da onda de direita na região e com a expectativa de novos anúncios em relação à implementação do acordo com a UE (União Europeia), em vigor desde maio.
O evento ocorrerá em Assunção nos dias 29 e 30 de maio —na segunda-feira, haverá uma reunião entre os ministros de Relações Exteriores do bloco; já na terça, os presidentes dos Estados parte e associados vão se encontrar e o Paraguai passará a Presidência ao Uruguai.
Estarão presentes Javier Milei (Argentina), Yamandú Orsi (Uruguai), Rodrigo Paz (Bolívia), José Antonio Kast (Chile), Daniel Noboa (Equador) e Santiago Peña (Paraguai), além do presidente Lula (PT), que deve chegar ao Paraguai na terça e voltar no mesmo dia para participar do lançamento do Plano Safra no Palácio do Planalto às 17h.
Trata-se de um quórum importante diante do fortalecimento de governos que costumam rejeitar outros órgãos regionais, como a Unasul (União de Nações Sul-Americanas) e a Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos). Este ano, o ultradireitista Abelardo de la Espriella venceu na Colômbia e Keiko Fujimori caminha para ganhar a Presidência do Peru, aumentando o bloco conservador na América Latina.
Com a agenda apertada de Lula, a Presidência ainda não confirmou se o petista terá reuniões bilaterais, mas há um interesse de Kast em se encontrar com o brasileiro.
O protagonista do encontro ainda deve ser o acordo entre Mercosul e UE. Embora já esteja em vigor, a aplicação é provisória e ainda precisa da chancela do Tribunal de Justiça e do Parlamento do bloco, um desafio devido às divergências de alguns setores de países europeus em relação à parceria.
Nos últimos dias, porém, alguns anúncios deram a entender que o encontro poderá fomentar o avanço de acordos com outras partes, no entanto.
Na sexta (26), por exemplo, o Itamaraty afirmou que o Reino Unido manifestou interesse em firmar uma parceria comercial com o Mercosul. Segundo a pasta, as negociações não começariam do zero, já que Londres participou das conversas do acordo do bloco sul americano com o europeu até sair da UE, em 2020.
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Espera-se também o anúncio fomal do início das negociações de um acordo entre Japão e Mercosul, que veio à tona este mês após após uma reunião entre Lula e primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, às margens da cúpula do G7, em Évian-les-Bains, na França.
Se a situação não é a mais confortável para Lula, tampouco é o pior momento em termos de integração do bloco —e a até agora boa relação do petista com o presidente de ultradireita chileno é prova disso.
Em janeiro, ambos os líderes tiveram uma reunião de uma hora e meia no Panamá, em uma agenda paralela ao Fórum Econômico Internacional da América Latina. O evento também serviu para o petista tmabém se encontrar com Paz, que defende maior integração com os vizinhos e esteve no Brasil em março.
Até mesmo a relação com Milei, uma das mais difícies devido ao histórico de ofensas do argentino ao petista, já está mais pacificada.



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