Partidos que declararam apoio ao presidente da Casa somam 81 votos a mais que os 257 necessários para garantir sua reeleição
Partidos que declararam apoio ao presidente da Casa somam 81 votos a mais que os 257 necessários para garantir sua reeleição
de Brasília 1.nov.2026 (domingo) - 6h00 Priorize o Poder no Google
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), conta com o apoio de partidos que, juntos, reúnem 338 deputados. O número supera em 81 o mínimo de 257 votos necessários para conquistar a presidência da Casa em 1º turno.
A ampla aliança reúne siglas do Centrão e da esquerda e amplia o apoio político ao atual presidente da Câmara. Ao mesmo tempo, dificulta a articulação do PL, que terá 121 deputados, a maior bancada da Casa, para lançar um candidato próprio competitivo.
Dois deputados do PL já foram mencionados como possíveis candidatos: Sóstenes Cavalcante (RJ) e Altineu Côrtes (RJ). A escolha deve ser discutida em reunião da bancada marcada para 4ª feira (4.nov).
Na 3ª feira (27.out.2026), o PT anunciou apoio à reeleição de Motta. A legenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva se juntou a União Brasil, PP, PSD, Republicanos, MDB, PSDB-Cidadania, PSB, PDT e Podemos, além da federação formada por Solidariedade e PRD.
Motta foi eleito presidente da Câmara em 1º de fevereiro de 2025, com 444 votos e apoio de partidos de diferentes espectros políticos, do PT ao PL. Obteve a 2ª maior votação para o comando da Casa desde a redemocratização.
O deputado paraibano ainda pode ampliar o número de partidos que o apoiam a sua reeleição. A votação está marcada para 1º de fevereiro de 2027.
Uma das possíveis adesões é a da federação Psol-Rede, que reúne 15 deputados. A decisão deve ser tomada depois de uma reunião da bancada que deve acontecer na 3ª feira (3.nov.2026).
Um dos integrantes da federação afirmou que o apoio a Motta passa pela tentativa de impedir que o PL conquiste o comando da Casa. “Precisamos trabalhar para impedir retrocessos na Câmara, por isso isolar o PL”, disse.
O argumento é semelhante ao apresentado pelo PT para justificar o apoio ao atual presidente da Casa. O líder da bancada petista, Pedro Uczai (SC), afirmou que a prioridade do partido é impedir que o PL conquiste as presidências da Câmara e do Senado.
“Vocês viram que o PL anunciou que ia tentar ganhar a presidência da Câmara e a presidência do Senado. E neste momento a nossa responsabilidade é impedir isso, porque sabemos o que eles significam em termos de democracia, de soberania, de direitos do povo”, declarou.
Em paralelo ao apoio à reeleição de Motta, o PT negocia espaço na estrutura de comando da Câmara. Entre as possibilidades estão a 1ª Secretaria ou uma das vice-presidências da Mesa Diretora.
A legenda também busca o comando de comissões consideradas estratégicas, como a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania), a CMO (Comissão Mista de Orçamento) e a CFT (Comissão de Finanças e Tributação).
A adesão petista amplia para 12 o número de partidos que integram a aliança de apoio a Motta, considerando separadamente as legendas da federação Solidariedade-PRD.
Na oposição, o PL e o Novo, que somam 131 deputados, ainda não definiram um nome para disputar a presidência da Câmara.
A escolha deve ser discutida em reunião da bancada do PL na 4ª feira (4.nov). Até lá, o partido segue sem uma candidatura oficial para enfrentar Motta.
Sem uma candidatura definida e com uma base de apoio menor que a de Motta, o PL corre o risco de perder espaço nas negociações pela distribuição de cargos na Câmara.
Apesar de ter a maior bancada da Casa, o partido pode enfrentar dificuldades para manter o comando de comissões estratégicas, como a CCJ e a CMO, caso demore a negociar com o atual presidente.



0 Comentário(s)
Deixe seu comentário