Uma rocha gigantesca no oásis de Tayma, na Arábia Saudita, parece ter sido cortada ao meio por uma lâmina de precisão. A impressionante Pedra de Al Naslaa, que há anos alimenta teorias sobre uma possível intervenção extraterrestre, possui, porém, uma explicação ligada à própria dinâmica geológica do planeta. Por que a Pedra de Al Naslaa... The post Pedra de Al Naslaa: seu corte é tão perfeito que dizem que ela foi cortada por uma tecnologia laser alienígena ap

Uma rocha gigantesca no oásis de Tayma, na Arábia Saudita, parece ter sido cortada ao meio por uma lâmina de precisão.

Al Naslaa Rock (Pedra de Al Naslaa). Por Disdero - Obra do próprio, CC BY-SA 4.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=112085591 Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR

Uma rocha gigantesca no oásis de Tayma, na Arábia Saudita, parece ter sido cortada ao meio por uma lâmina de precisão. A impressionante Pedra de Al Naslaa, que há anos alimenta teorias sobre uma possível intervenção extraterrestre, possui, porém, uma explicação ligada à própria dinâmica geológica do planeta.

A formação de arenito apresenta uma fenda vertical tão regular que, à primeira vista, pode parecer artificial. É justamente essa aparência que transformou a rocha em um dos fenômenos geológicos mais curiosos do deserto saudita.

A publicação associada ao perfil @jameswebb_nasa destaca a formação e ajuda a reforçar que o corte aparente não constitui evidência de uma intervenção alienígena.

Leia também: Mudança no horário de verão acontece mais cedo em 2026; veja locais e data

A Pedra de Al Naslaa é uma formação geológica localizada no oásis de Tayma, na Arábia Saudita. E não, ela não foi cortada por nenhum alienígena.E sempre que ouço essa voz que narra o vídeo eu já costumo associar a alguma teoria da conspiração.Créditos do vídeo: Antonio… pic.twitter.com/FX7gWGxcFo

Outro detalhe que impressiona são os pedestais estreitos sobre os quais os dois grandes blocos parecem estar apoiados. A aparência incomum pode dar a impressão de que a estrutura foi posicionada artificialmente, mas esse formato ocorre em ambientes desérticos.

A chamada erosão diferencial desgasta determinadas partes da rocha mais rapidamente do que outras. O resultado pode produzir estruturas semelhantes a cogumelos, deixando porções superiores maiores apoiadas sobre bases relativamente estreitas.

A separação provavelmente está relacionada a fraturas naturais na estrutura da rocha. Movimentos tectônicos e juntas geológicas podem criar planos de fraqueza que, com o passar do tempo, são ampliados pela ação do ambiente.

Entre os principais processos capazes de modificar a formação estão:

A aparência quase perfeita da Pedra de Al Naslaa pode ser explicada pela combinação de diferentes processos geológicos ao longo do tempo.

Podem provocar tensões e gerar fraturas na estrutura do arenito.

Funcionam como planos de ruptura que podem facilitar a separação da rocha.

Partículas de areia transportadas pelo vento desgastam progressivamente a superfície.

A exposição prolongada às condições ambientais pode enfraquecer a estrutura da rocha.

Ciclos de congelamento e descongelamento podem ampliar pequenas fissuras e contribuir para o desgaste progressivo da formação.

🔎 Em resumo: a combinação entre fraturas naturais, erosão e intemperismo pode explicar a aparência extremamente precisa da fenda na formação rochosa.

Milhares de anos de desgaste podem transformar uma fratura inicialmente discreta em uma abertura extremamente evidente.

Além do visual incomum, Al Naslaa possui outro elemento que aumenta seu interesse histórico: gravuras antigas registradas na própria rocha. Elas mostram que a formação não é apenas uma curiosidade geológica, mas também integra o patrimônio arqueológico da região.

A combinação entre uma enorme fenda, pedestais estreitos e inscrições antigas ajuda a explicar por que a Pedra de Al Naslaa continua despertando tanta curiosidade.