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10.set.2026 às 21h39

A Polícia Federal apura se o deputado federal Mario Frias (PL) e a dona da produtora que fez o filme "Dark Horse", sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Karina Ferreira da Gama, praticaram os crimes de desvio de recursos públicos federais, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Também são investigadas as práticas de fraude em procedimentos de contratação e falsidade documental devido à movimentação de valores expressivos e à utilização de múltiplas pessoas jurídicas.

As informações estão na decisão do ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), que autorizou uma operação nesta quinta-feira (10) na qual os dois foram alvos.

A apuração teve como base movimentações financeiras do ICB (Instituto Conhecer Brasil), ONG que também é presidida por Karina Gama.

Há a suspeita de que os R$ 750 mil repassados à produtora Go Up Entertainment para a realização do filme teriam como origem dinheiro público recebido de emendas parlamentares de Frias.

No documento, a PF aponta que, de abril de 2024 a julho de 2026, Frias e Karina teriam operado para o desvio de recursos públicos federais repassados ao ICB em proveito próprio ou de terceiros, por intermédio de emendas parlamentares, em Brasília, São Paulo e Pirassununga (SP).

O esquema teria sido feito, segundo as investigações, mediante contratações com indícios de simulação, pagamentos sem comprovação da efetiva contraprestação dos serviços contratados e utilização de fornecedores com vínculos pessoais, políticos ou comerciais com o núcleo investigado.

O grupo também teria apresentado documentos para justificar a aplicação dos recursos em desacordo com as finalidades pactuadas nos termos da aplicação das emendas parlamentares.

Os dois, segundo a PF, também podem ter feito contratações custeadas com recursos públicos, sem observar requisitos legais, com a seleção de fornecedores previamente definidos e sem adequada comprovação da vantagem das contratações, "favorecendo interesses particulares em detrimento dos princípios da administração pública".

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Karina, representantes de empresas e outros indivíduos não identificados pela polícia, ainda são investigados por supostamente terem falsificado contratos, orçamentos e demais documentos particulares relacionados à execução da emenda, segundo as investigações.

A PF afirma, porém, que já identificou a existência de uma sofisticada estrutura financeira e operacional destinada à circulação de recursos entre entidades, empresas e pessoas físicas vinculadas ao núcleo investigado.

Há também notícias, segundo a polícia, da utilização de empresas sediadas no exterior no esquema, como é o caso da Go Up Entertainment LLC.