Testamos a TV Hi-QLED de 43 polegadas da Hisense. Saiba como é a imagem 4K, qualidade de som, recursos Dolby e se é boa para games.

Está em busca de uma TV moderna, mas que não comprometa o orçamento? A linha Q6Q, da Hisense, é uma alternativa com bom custo-benefício. A tecnologia QLED, capaz de reproduzir mais cores e com maior pureza na tela, é um dos principais atrativos. Além disso, inclui suporte aos padrões Dolby Vision e Dolby Atmos, características que costumam aparecer apenas em smart TVs mais caras.

O Guia de Compras UOL testou o modelo de 43 polegadas, que custa a partir de R$ 1.567, mas o consumidor também encontra a versão de 50 polegadas por R$ 2.100. Quem busca telas maiores encontrará variedade de tamanhos: 55, 65, 75 e até 85 polegadas. A seguir, confira como foi a experiência de uso.

Instalação simples. Desembalar e instalar a TV foi fácil. Leve (pesa apenas 6,9 kg com suporte) e fina (7,4 cm de espessura), o televisor traz acabamento modesto em plástico, seguindo o padrão de outros modelos que também se destacam pelo custo-benefício.

Visualmente, a TV fica mais bonita em um painel ou na parede, mas já vem com pezinhos, para quem preferir posicioná-la sobre o móvel. Nesse caso, o uso de uma chave Philips é indispensável.

Ao ligar o aparelho, o processo de instalação é bem prático e intuitivo. Em poucos minutos, o televisor já estava funcionando e conectado à rede Wi-Fi.

Conexões. Aqui, o destaque fica com as três portas HDMI 2.0, incluindo uma do tipo eARC. É nela que você pode conectar uma caixa soundbar para aumentar a imersão sonora nas séries e jogos de futebol.

Controle. Ele é grande (difícil de perder), anatômico e aceita comandos de voz. Utiliza duas pilhas palito (AAA), que acompanham a embalagem, e já vem com teclas para acesso direto ao YouTube e aos principais serviços de streaming, como Netflix, Prime Video, Disney+, Globoplay, HBO Max, TV Channels (plataforma de canais gratuitos da Hisense) e até Claro TV+ (com canais por assinatura).

Cores e detalhes em 4K. Na TV QLED da Hisense, os pontos quânticos mostram seu valor em conteúdos 4K. Nos primeiros minutos da série "O Senhor dos Anéis: Os Anéis de Poder" (Prime Video), a ampla variedade de cores garantiu vivacidade aos cenários e à cena do barquinho de papel no riacho, um ganho expressivo de fidelidade em comparação a modelos 4K básicos.

Em transmissões de futebol no YouTube, o destaque foi a nitidez. O detalhamento do gramado, da torcida e das expressões dos atletas chamou a atenção durante os jogos do Campeonato Alemão.

Já nos games "Horizon Zero Dawn Remastered" e "Marvel's Spider-Man Remastered" (PlayStation 5), a combinação de 4K com HDR entregou gráficos coloridos e boa profundidade. Nos dois títulos, o trabalho nas texturas das roupas reforçou o realismo da experiência.

Dolby Vision e HDR10+. Estava curioso para testar essas tecnologias e o resultado me surpreendeu. Nos dois casos, ajustes automáticos e contínuos de brilho, cores e contraste aumentam a nitidez a cada cena. A qualidade, de fato, dá um salto e fica ainda melhor. Notamos cores mais suaves e equilibradas ao selecionar os modos Cineasta HDR10+ e HDR10+ Dinâmico nas séries "Jack Ryan" e "O Senhor dos Anéis", do Prime Video.

No filme "Mayday", com Ryan Reynolds, e na série escura "Silo", disponíveis na Apple TV, o modo Dolby Vision Personalizado deixou as cores mais naturais e ajustou o contraste, melhorando a experiência em cenas noturnas e sem iluminação.

Com filmes e séries da Netflix, o recurso de "upscaling" se saiu bem ao adicionar pixels eletronicamente ao adaptar a resolução Full HD para uma simulação em 4K. O resultado convence, embora sem a mesma profundidade e detalhamento das produções originalmente disponíveis em altíssima resolução. Nesse caso, preferi optar pelo modo Filmmaker.

Sistema operacional Vidaa. Ainda pouco conhecida no Brasil, a plataforma, que também é utilizada nas TVs Toshiba, foi uma grata surpresa. Rápida, intuitiva e com um menu prático e bem organizado, o sistema Vidaa flui sem travamentos e se mostrou tão bom quanto Samsung Tizen, LG webOS ou Google TV, da TCL.

Completo em opções de streaming, conta ainda com loja de aplicativos e serviço de canais grátis. O recurso de comando de voz pelo controle remoto também é eficiente e agilizou nossas pesquisas no YouTube.

Serviço de canais gratuitos limitado. Senti falta de mais parceiros, principalmente com conteúdo nacional. O telespectador não vai encontrar canais de notícias já populares em TVs de outras marcas, como Canal UOL, CNN Brasil, Jovem Pan News, SBT News, Record News, CNBC Brasil e canal Rural. CazéTV e GE TV também não estão disponíveis.

Taxa de atualização de 60 Hz. Se sua prioridade é jogar videogame, a TV Hisense Q6Q não é a mais indicada. Com Menu de Jogo básico, sem muitas opções e recursos (no Modo de Imagem, sugiro deixar em Padrão), e taxa de atualização padrão de 60 Hz, a experiência acaba carecendo de atrativos. Quanto mais alta essa taxa, de 120 Hz ou 144 Hz, por exemplo, maior o realismo e fluidez nas transições de movimentos rápidos, evitando engasgos e imperfeições na tela.

Se você prefere jogar sem conectar o videogame na TV também vai notar que esse modelo não é compatível com as plataformas Xbox Cloud Gaming e Nvidia GeForce Now.

Som padrão pede caixa soundbar. Assim como a maioria das TVs 4K mais básicas, a TV Hisense oferece 20 W (10 W + 10 W) RMS de potência. É pouco para quem quer ter uma experiência sonora mais imersiva, principalmente em Dolby Atmos.

Em partidas de futebol, séries e na maioria dos games, o ajuste para o Modo Auditório deixou o áudio mais envolvente, mas nada que se compare ao som de uma soundbar adicional.