Plataforma amplia ecossistema com app, comunidade e modelo B2B e B2F para conectar consumidores 60+ a marcas, especialistas e famílias

A economia prateada já é grande demais para se contentar com produtos adaptados à terceira idade. O próximo passo está em construir experiências, comunidades e relações capazes de acompanhar consumidores 60+ que querem continuar ativos, conectados e no controle das próprias escolhas.

É nesse cenário que o Prateados lança uma nova fase do seu ecossistema, com plataforma comercial, aplicativo e novas formas de conexão entre pessoas 60+, famílias, marcas, especialistas e parceiros.

Os números ajudam a entender o tamanho da oportunidade. Segundo dados do próprio Prateados, o Brasil já tem 34,1 milhões de pessoas com 60 anos ou mais — 16,6% da população —, que juntas movimentam cerca de R$ 2 trilhões por ano.

Outro levantamento citado pela imprensa na segunda quinzena de setembro amplia ainda mais essa conta: o consumo dos brasileiros com 50 anos ou mais pode chegar a R$ 3,8 trilhões até 2044, o equivalente a 35% do consumo privado dos domicílios do país.

O dado mais relevante, porém, não é o tamanho dessa população — é a mudança de comportamento. O consumidor maduro não compra só remédio, plano de saúde ou produto associado à velhice. Ele quer cultura, gastronomia, viagem, atividade física, entretenimento, moda, educação e relacionamento.

É exatamente nesse cruzamento que o Prateados quer se posicionar.

A nova estratégia junta comunidade, curadoria, experiências presenciais e tecnologia. O aplicativo, desenvolvido a partir de uma fase beta com 50 usuários, permite descobrir e reservar atividades de movimento, cultura, gastronomia, oficinas e lazer.

A integração com WhatsApp e um assistente de navegação baseado em inteligência artificial deixam a jornada mais prática. Mas o ponto estratégico está em outro lugar: a tecnologia entra como apoio, não como substituta do contato humano.

Durante as experiências, profissionais como terapeutas ocupacionais, educadores físicos e fisioterapeutas acompanham os participantes — uma combinação que pesa para um público cuja relação com marcas passa tanto pela facilidade digital quanto pela confiança construída no presencial.

Para as empresas, o modelo levanta uma pergunta interessante: como acessar a economia prateada sem reduzir esse consumidor a um recorte etário?

O Prateados passa a oferecer patrocínio de eventos, experiências proprietárias, experimentação de produtos e serviços e produção de conteúdo. Na prática, a comunidade vira território de relacionamento para marcas que querem falar com esse público a partir de interesse e comportamento — não de idade.

O conceito de B2F (Business to Family) amplia essa lógica. Com autorização do participante, familiares podem acompanhar informações e registros das experiências, e até recomendar atividades. Faz sentido: decisões de consumo ligadas à longevidade quase sempre envolvem mais de uma pessoa na conversa.

O mercado global de wellness movimentou US$ 6,8 trilhões em 2024, segundo o Global Wellness Institute, e o Brasil respondeu por US$ 125,4 bilhões desse total. O envelhecimento da população adiciona uma nova camada a essa indústria.

O desafio, para marcas e plataformas, é não reduzir tudo isso a uma comunicação baseada só em idade. Longevidade não é categoria de produto. É uma mudança estrutural na forma como as pessoas consomem, trabalham, se relacionam e planejam a vida.

O Prateados  aposta justamente nessa leitura ao transformar comunidade em plataforma comercial. O teste real, daqui para frente, é provar que dá para fazer negócio com a economia prateada sem perder o que sustenta essa proposta: autonomia, pertencimento e relações que façam sentido para quem vive essa fase da vida.