Projeto segue para votação no plenário em dois turnos, cuja data ainda não foi definida. Proposta é uma das vitrines da campanha de Lula à reeleição.
Depois que a proposta que acaba com o fim da escala 6x1 foi aprovada nesta quarta-feira (2/9) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, o projeto deve agora ser votado no plenário do Senado em dois turnos.
Para ser aprovada em cada um dos turnos, a proposta precisa do apoio de pelo menos 3/5 dos parlamentares, o que equivale a, no mínimo, 49 dos 81 senadores.
Caso seja aprovada, a emenda será promulgada em sessão solene do Congresso Nacional, sem necessidade de aprovação do presidente da República.
Ainda não se sabe quando a votação ocorrerá. O governo tem corrido contra o relógio para que a proposta seja aprovada antes das eleições, já que é uma das vitrines da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou na quarta-feira, que a intenção da base aliada é votar antes do primeiro turno das eleições, que acontece no dia 4 de outubro. E que, se isso não for possível, uma nova tentativa será feita na segunda semana de outubro.
Mas, segundo o jornal Folha de São Paulo, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) deixou a conclusão da votação para depois do primeiro turno. Ainda segundo o jornal, Lula tentará convencê-lo a colocar o texto em votação até o segundo turno.
O jornal afirma que, embora integrantes do governo Lula ainda tenham esperança de que haja a votação nesta quinta-feira, nos bastidores a expectativa é que fique para depois, já que haveria resistência de senadores de oposição e de uma ala do centrão.
A PEC precisa obedecer a um rito: ao ser aprovada na CCJ, ela vai para o plenário, onde deve ser discutida durante cinco sessões deliberativas ordinárias consecutivas, segundo o regimento interno. Nesta quinta, a proposta está na ordem do dia, mas a BBC News Brasil apurou que dificilmente será, de fato, votada.
Esta é, informalmente, a última semana de votações no Congresso antes das eleições, já que as atividades serão reduzidas a partir da semana que vem para a reta final das campanhas.
27 agosto 2026Como é o projeto de trabalho flexível apoiado por Flávio Bolsonaro que vai na contramão da PEC do fim da 6x12 setembro 2026PEC da Liberdade ou Escravidão? O que pode mudar no regime de trabalho por hora proposto por Flávio Bolsonaro para barrar fim da 6x18 junho 2026Fim do content
O fim da escala 6x1 foi aprovado na Câmara dos Deputados em 27 de maio, após acordo selado entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que busca se reeleger como deputado na Paraíba, estado com forte eleitorado lulista.
Após passar na Câmara dos Deputados, também em dois turnos, a proposta ficou meses engavetada no Senado e só foi destravada após um acordo entre Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), depois que os dois se reaproximaram em meio à campanha eleitoral.
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) determina uma jornada máxima de 40 horas semanais, distribuídas em 5 dias de trabalho e dois de descanso — um deles preferencialmente aos domingos —, sem redução salarial.
Hoje, a jornada máxima é de 44 horas semanais, distribuídas em até seis dias de trabalho e um de descanso.
Acompanhe apuração em tempo real
Fim da Promoção da eleição 2026
O relator da PEC do fim da jornada 6x1, o senador senador Omar Aziz, disse, ao abrir a sessão da CCJ, que "aqueles que defendem a família deveriam defender também essa proposta".
Após ler as 35 emendas encaminhadas à proposta, Aziz pediu a aprovação do projeto do jeito que está, sem nenhuma alteração. Mais uma emenda foi apresentada ao longo da sessão e todas foram rejeitadas, mantendo o texto original.
Se houvesse alguma alteração, o texto voltaria para a Câmara dos Deputados.
"Essa é uma PEC da empatia", disse Aziz. "A PEC não é só para reduzir a jornada de trabalho, ela vai além da jornada de trabalho."




0 Comentário(s)
Deixe seu comentário