Saxofonista e diretor musical, carioca foi premiado pela direção do show de Bad Bunny no Super Bowl

Priorize VEJA no Google O músico brasileiro Miguel Gandelman, de 43 anos, conquistou o Emmy de Melhor Direção Musical pelo trabalho no show de intervalo do Super Bowl LX, estrelado pelo cantor porto-riquenho Bad Bunny, em fevereiro deste ano. O prêmio foi entregue no sábado, 5, em Los Angeles, durante a primeira noite do Creative Arts Emmy Awards, dedicada principalmente às categorias técnicas.

A apresentação de Bad Bunny foi um dos grandes destaques da premiação. O especial The Apple Music Super Bowl LX Halftime Show Starring Bad Bunny recebeu sete estatuetas, incluindo as de direção musical, coreografia, design de produção, mixagem de som, iluminação, direção técnica/operação de câmera e melhor especial de variedades ao vivo.

Gandelman foi responsável pela direção musical da apresentação, que contou com participações de Lady Gaga e Ricky Martin. Para preparar o espetáculo, o músico acompanhou parte da turnê de Bad Bunny e precisou viajar para países como Colômbia e Chile para trabalhar com a banda que participaria do show.

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Miguel Gandelman é carioca, nascido em 18 de fevereiro de 1983, e destaca-se na área musical como saxofonista, compositor, produtor e diretor musical. Miguel seguiu os passos do pai Leo Gandelman, também saxofonista brasileiro.

Aos 14 anos mudou-se com a família para Nova Jersey, nos Estados Unidos, e nessa época entrou no mundo da música. Na adolescência, ele integrou a banda de sua escola e posteriormente estudou música na Berklee College of Music, em Boston. Depois de formado, viveu em Nova York, onde deu aulas e se apresentou em clubes locais.

Sua carreira profissional ganhou projeção internacional durante uma turnê do cantor Babyface. Ao lado de Ray Monteiro, Randy Ellis e Garrett Smith, Gandelman integrou o quarteto The Horns, que acompanhou grandes nomes da música internacional, entre eles Christina Aguilera, Prince, Stevie Wonder, Black Eyed Peas, Whitney Houston, Justin Timberlake, Alicia Keys, Mariah Carey, John Mayer, Aretha Franklin, Shakira e outros mais.

Além da atuação como saxofonista, Gandelman também se consolidou como diretor musical, trabalhando em grandes produções e ao lado de artistas da música pop e latina, como Karol G, J Balvin, Becky G, Alessia Cara, Jennie e P! nk, entre outros.

Um dos momentos mais marcantes de sua trajetória aconteceu em 2009, quando participou dos ensaios de Michael Jackson para a turnê This Is It. A série de shows não chegou a acontecer devido à morte do cantor, em junho daquele ano, mas Gandelman ficou conhecido como o último saxofonista a tocar com Jackson durante os ensaios da produção.

A partir de 2010, já radicado em Los Angeles, Gandelman passou a integrar a banda do The Tonight Show, então apresentado por Jay Leno. Ele ocupou um posto que anteriormente havia sido de Branford Marsalis e também participou da execução da vinheta de abertura do programa.

No Brasil, o músico também participou de gravações ao lado de artistas como seu pai, Leo Gandelman, Toni Costa e Caetano Veloso. Entre os trabalhos estão os álbuns Pérolas Negras (1996), A Sorte Muda (1998), A Foreign Sound (2004) e Lounjazz (2005).

A conquista do Emmy consolida uma trajetória construída entre o Brasil e os Estados Unidos e coloca o nome de Gandelman entre os profissionais brasileiros reconhecidos pela indústria da televisão americana.

O pai do músico comemorou a vitória nas redes sociais. Leo Gandelman publicou uma mensagem celebrando a conquista do filho e destacando a emoção de vê-lo receber o Emmy.

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Os vencedores das principais categorias do Emmy serão anunciados em 14 de setembro, em cerimônia ao vivo. A premiação terá transmissão no Brasil pela TNT e pela HBO Max.

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