Raquel Lyra disputa território com João Campos - Edson Holanda/Divulgação; Miva Filho/Secom Nos quase quatro anos de gestão, a governadora Raquel Lyra (PSD) aprimorou sua performance nas relações políticas e nas redes sociais. A postura antes sisuda e distante deu lugar a movimentos que ajudaram a chegar a territórios antes ocupados pelo candidato da Frente Popular, João Campos (PSB), principal adversário.

Abriu espaço para o PT e aproximou-se dos sem-terra, com os quais esteve em agenda extraoficial nessa sexta-feira, em Caruaru. O encontro, registrado pelo Blog Cenário, selou o alinhamento. Mesmo com Rosa Amorim (PT) no palanque oposto, o líder do MST e pai da deputada, Jaime Amorim, garantiu apoio à governadora: "Não queira nós apenas como aliados. Vamos estar sempre do lado de cá fazendo a luta". Na cena cultural, a aproximação com o brega assumiu contornos  de oportunidade eleitoral. Diferentemente da construção com os movimentos sociais, a adesão de nomes como Amigas do Brega atendeu a uma demanda de palanque para rivalizar com a entrada natural de João Campos na periferia. Atenta, a oposição já marcou o tom. Autor da lei que tornou o brega Patrimônio Cultural do Recife, o vereador licenciado Marco Aurélio Filho (PV) mandou o recado: “O brega não tem dono, o brega é do povo do Recife. Mas quem quer o apoio do movimento precisa provar que tem compromisso fora do palanque e isso, João Campos fez”. Se o aceno pontual à cultura periférica trará dividendos reais para Raquel Lyra, ainda é incerto. O que se sabe é que a articulação com o brega soa como ensaio de campanha. Com o MST, não. Pauta ampliada João Campos tem optado por reunir pequenos grupos para pautas específicas que acabam sendo ampliadas. Nessa sexta o encontro foi com motoristas de aplicativos que ouviram a promessa de isenção do IPVA e cobraram segurança. O candidato assinou carta-compromisso e disse que vai vender avião e helicóptero se faltar verba.