Na próxima terça-feira (15), o Grupo Renault Geely anunciará um aporte adicional de investimentos em sua fábrica de São José dos Pinhais (PR). Na ocasião, será oficializado o início da produção do EX5 EM-i, e também reforçado o compromisso de fabricar
Na próxima terça-feira (15), o Grupo Renault Geely anunciará um aporte adicional de investimentos em sua fábrica de São José dos Pinhais (PR). Na ocasião, será oficializado o início da produção do EX5 EM-i, e também reforçado o compromisso de fabricar o EX2. Mas a principal novidade virá da marca francesa da aliança.
De acordo com fontes ouvidas pela coluna durante o estreia global da picape Niagara, na região de Buenos Aires, a Renault fará carros sobre uma nova plataforma na planta. Atualmente, há a CMF-A (do Kwid) e a RGMP (de Kardian e Boreal). Em breve, começará a ser produzida também, sobre nova arquitetura, a próxima geração da van Master.
A coluna apurou que há grande possibilidade de a plataforma dos novos Renault ser uma que já está na fábrica. Trata-se da GEA, da Geely, usada no EX5 EM-i e no EX2. Se a informação for oficialmente confirmada na terça-feira, teremos a primeira aplicação de um modelo da marca francesa nesta base, que é bastante flexível e permite variedade de eletrificação.
Afinal, o EX5 EM-i é um híbrido recarregável na tomada (PHEV) e o EX2, um elétrico. Isso mostra também a flexibilidade da GEA, que tem desde compactos até um SUV médio-grande.
Quanto ao segmento do primeiro Renault feito sobre a GEA, ainda não há informações. Mas, olhando para a linha da marca, fica claro que falta um SUV compacto entre Kardian e Boreal, para substituir o Duster. Afinal, esta categoria, da qual fazem parte modelos como T-Cross e Creta, é uma das mais importantes do País.
Globalmente, já há um produto da Renault que utiliza outra base da Geely, a CMA. Trata-se do Koleos, que é feito na Coreia do Sul e vendido também no Brasil. Essa arquitetura é usada também pela Volvo. Afinal, a marca chinesa é dona da sueca.
"Nosso sistema será híbrido de verdade". Esta frase do vice-presidente da unidade de veículos comerciais leves da Renault, Jan Ptacek, deixa claro que os modelos eletrificados sul-americanos da montadora francesa já confirmados (Boreal e Niagara) não serão simples híbridos leves. De acordo com fontes, o motor elétrico poderá mover as rodas.
Ainda assim, essas mesmas fontes relutam em classificar a nova tecnologia como HEV. A mais provável razão pode estar ligada ao fato de o sistema estar previsto para ter bateria pequena - com capacidade bem inferior aos cerca de 1 kWh de híbridos plenos como o Corolla Cross, por exemplo.
Para entender a diferença, o MHEV (veículo híbrido leve) é aquele que traz uma bateria de baixa capacidade para alimentar um pequeno motor elétrico. Este propulsor pode auxiliar o a combustão, e até desativá-lo em alguns automóveis (mecanismo conhecido como "coasting"). Porém, não movimenta as rodas.
Entre os carros brasileiros, a tecnologia MHEV está em diversos produtos da Stellantis (como Fiat Fastback, Peugeot 208 e Jeep Renegade), em versões de 12V e 48V. Na Volkswagen, a Tukan será a primeira a trazer o sistema, em 2027.
Já no HEV (veículo híbrido, também conhecido como híbrido pleno) costuma ter bateria maior, para alimentar um motor elétrico capaz de movimentar as rodas. É o sistema de produtos como os Toyota Yaris Cross e Corolla Cross. A coluna apurou que, em breve (possivelmente a partir de 2027), a VW também terá modelos HEV nacionais.
De volta à Renault, o sistema da montadora, portanto, ficará entre um MHEV e um HEV. "Será uma tecnologia nova, e inovadora", disse a fonte ligada à montadora, evitando classificar o recurso em um dos grupos de híbridos já conhecidos.
O sistema eletrificado da Renault estreia no SUV brasileiro Boreal. Isso deverá ocorrer no primeiro trimestre de 2027. Na segunda parte do ano que vem, passará a integrar a linha da picape argentina Niagara, que também é feita sobre a plataforma RGMP.
A Niagara estreia no Brasil ainda em 2026, mas inicialmente apenas em versões 1.3 flex sem eletrificação. Terá opções com câmbio manual ou automatizado, além de sistemas de tração 4x2 e 4x4.
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