Órgãos de Saúde alertam para prevenção e orientam moradores sobre cuidados com animais silvestres e importância da vacinação antirrábica
Um cão foi diagnosticado com o vírus da raiva em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ), o animal foi infectado após o contato com morcegos em uma área urbana e precisou ser sacrificado.
Após a confirmação do caso, a Secretaria Municipal de Saúde do Rio informou que realizou uma investigação epidemiológica na região e todas as pessoas que tiveram contato com o cão receberam um tratamento antirrábico gratuito e passaram a ser monitoradas.
Até o momento, não houve registro de raiva humana relacionado ao episódio.
Diante do caso, o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio de Janeiro (CRMV-RJ) emitiu um alerta de que todos os responsáveis por cães e gatos devem se atentar se a vacinação antirrábica está em dia e evitar que os animais tenham acesso livre às ruas.
Segundo o CRMV-RJ, morcegos encontrados durante o dia, caídos no chão, pendurados em paredes ou cortinas ou em outros locais considerados incomuns podem estar infectados.
Nesses casos, a orientação é não tocar no animal, seja ele vivo ou morto. Também não se deve tentar capturá-lo, matá-lo ou removê-lo por conta própria. O serviço de zoonoses do município deve ser acionado para realizar o recolhimento seguro.
A raiva é uma zoonose viral que provoca encefalite progressiva e apresenta letalidade próxima de 100% depois do início dos sintomas.
No Rio de Janeiro, os dois últimos óbitos humanos registrados ocorreram em São José do Vale do Rio Preto, em 2006, e em Angra dos Reis, em 2020. Nos dois casos, a transmissão ocorreu por morcegos.
Segundo estudo realizado por pesquisadores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) entre 2014 e 2023, foram registrados 174 casos de raiva causados por mordidas de morcego em animais por todo o estado do Rio.
No Brasil, a espécie Desmodus rotundus é considerada o principal reservatório do vírus da raiva, e é objeto de estudo dos pesquisadores da Uerj.




0 Comentário(s)
Deixe seu comentário