Para além de nomes badalados como Elton John e Foo Fighters, evento apresenta estrelas em ascensão na indústria musical nacional e internacional

Priorize VEJA no Google Não só Elton John, Foo Fighters, Calvin Harris e Avenged Sevenfold se apresentam no primeiro final de semana do Rock in Rio. Para além dos headliners que atraem fãs apaixonados, artistas em ascensão demonstram obras idiossincráticas em palcos menores. Confira uma pérola para cada um dos primeiros quatro dias do evento:

Evocativo de ícones do emo como Green Day e Panic! at the Disco, a dupla inglesa é um expoente promissor do pop punk e já mostra ao que veio nos discos A Call to the Void (2023) e Corporation P.O.P (2025). Os vocais e solos de guitarra são divididos por Han Mee e Jim Shaw, que seguem os ditames de seus heróis e têm como temas favoritos a alienação do mundo moderno e a oposição ao sistema.

Talvez você se lembre de Poppy como a pálida youtuber que viralizou em 2015 ao publicar um vídeo no qual repetia a frase “eu sou a Poppy” por dez minutos ininterruptos. Então aos 21 anos, a garota investia em uma atitude robotizada e em sons eletrônicos que remetiam a outras jovens peculiares como Grimes e FKA Twigs. Ela, porém, fez uma curva acentuada para o rock em 2020, e assim encontrou prestígio crítico e uma nova base de fãs. No Rock in Rio, ela grita a plenos pulmões o repertório do disco de heavy metal Empty Hands, lançado em janeiro.

Em atividade desde 2014, a alemã Sophie Hawley-Weld e o americano Tucker Halpern já foram indicados a dois troféus do Grammy pelo som eletrônico eclético, inspirado também em correntes orgânicas da música como a bossa nova — que inspirou a vocalista a estudar português na faculdade e até a se mudar para o Brasil por uma temporada. Em 2025, o duo lançou o disco Butter, composto por colaborações com grandes nomes da música nacional como Seu Jorge, Silva, Liniker e Rael.

Grande parte do público estará guardando lugar para testemunhar o último show de Elton John no Brasil, mas vale a pena dar uma escapada do palco principal para conferir o trabalho da islandesa que se tornou ídolo de um séquito devoto a laços na cabeça, vestidos vintage e sons nostálgicos como a bossa nova e o jazz. Violinista treinada, ela mistura vertentes clássicas ao pop confessional e é ideal para fãs de Taylor Swift.