Larry Pinto de Faria Jr. em entrevista ao Globo Repórter de 14 de setembro de 2001 Reprodução/Memória Globo Um forte estrondo e um prédio de 110 andares estremecendo. Esse foi o primeiro impacto que o gaúcho Larry Pinto de Faria Jr. sentiu após um Boeing 767-200ER atingir a torre norte do World Trade Center, em Nova York, onde o economista trabalhava em 11 de setembro de 2001. A data completa 25 anos nesta sexta-feira (11). Em um primeiro momento, ninguém sabia o que estava acont

Larry Pinto de Faria Jr. em entrevista ao Globo Repórter de 14 de setembro de 2001 — Foto: Reprodução/Memória Globo

Um forte estrondo e um prédio de 110 andares estremecendo. Esse foi o primeiro impacto que o gaúcho Larry Pinto de Faria Jr. sentiu após um Boeing 767-200ER atingir a torre norte do World Trade Center, em Nova York, onde o economista trabalhava em 11 de setembro de 2001. O atentado completa 25 anos nesta sexta-feira (11).

Em um primeiro momento, ninguém sabia o que estava acontecendo. “Outra bomba no prédio”, reclamou um colega, lembrando de um ataque envolvendo um caminhão-bomba no estacionamento das Torres Gêmeas que ocorrera em 1993. De imediato, foi possível perceber que algo estava errado — mas ninguém no 25º andar imaginava a dimensão do atentado terrorista que mudaria o curso da humanidade.

“Pelo barulho que foi, pelo que balançou, bem que poderia ter sido uma bomba muito forte. Eu não tinha noção, naquele primeiro impacto”, lembra Larry.

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“A descida foi muito tranquila, muito tranquila. Se as pessoas estavam muito assustadas? Olha, a descida me lembrou uma derrota do Inter no Beira-Rio. Descemos todos sem falar com ninguém, todo mundo quietinho, sem nenhuma pessoa passar na frente da outra. Não tinha pânico”, completa.