Secretaria de Educação afirma que episódio citado por Netinho de Paula ocorreu em grupo privado, fora da escola, e diz que aluna recebeu medidas educativas.
Secretaria Municipal de Educação afirma que o episódio de racismo relatado por Netinho de Paula envolvendo o neto do cantor aconteceu em um grupo privado de mensagens, fora do ambiente e do horário escolar.
Em nota enviada ao UOL, a Secretaria Municipal de Educação e a direção do Colégio Tom Jobim disseram que o caso não ocorreu em canal institucional da escola. O texto afirma que as mensagens foram trocadas em um grupo privado e que o episódio aconteceu fora da escola e do horário de aula.
A secretaria diz que acionou os responsáveis pelos estudantes após tomar conhecimento do conteúdo. A nota também informa que a aluna apontada como autora do ato já recebeu "medidas educativas" voltadas à reflexão sobre a gravidade do ocorrido.
O comunicado afirma que a instituição repudia a atitude e reforça compromisso com respeito mútuo. A secretaria classificou o episódio como "lamentável" e disse que considera a conduta inadmissível.
Na sexta-feira (20), Netinho de Paula publicou um relato no Instagram dizendo que o neto, de 16 anos, foi alvo de ataques racistas por uma colega na escola onde estuda, em Santana de Parnaíba (SP). O cantor disse que decidiu tornar o caso público e cobrou uma reação da escola.
O artista afirmou que o adolescente recebeu mensagens e uma figurinha em rede social e que ficou abalado com a exposição e com a falta de resposta do colégio. Ele também pediu acolhimento psicológico ao estudante e providências formais da instituição.
Netinho também defendeu ações permanentes de educação antirracista dentro da escola. Ele pediu a implementação de um projeto contínuo e a capacitação de professores.
Netinho disse ao UOL ter enviado o caso ao Ministério Público da cidade. "Estamos muito sentidos mas dispostos a fazer deste fato a obrigatoriedade da secretaria estadual da Educação na implantação da lei 10639/03 Ela alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB - Lei nº 9.394/1996) para tornar obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira em todos os estabelecimentos de ensino fundamental e médio, públicos e privados", escreveu Netinho. "Se conseguirmos através da prefeitura de Santana de Parnaíba implantar na totalidade a lei já será através da dor do meu neto uma grande conquista", completou.
"A Secretaria Municipal de Educação e a Direção do Colégio Tom Jobim esclarecem que o lamentável episódio de racismo ocorreu em um grupo de mensagens privado, não institucional, e fora do ambiente e horário escolar. Contudo, por se tratar de estudantes que compartilham o mesmo convívio escolar, e a instituição repudiar veementemente essa inadmissível atitude, os responsáveis foram prontamente acionados e a estudante autora do ato já recebeu medidas educativas voltadas à reflexão sobre a gravidade do ocorrido. Reiteramos nosso compromisso absoluto com o respeito mútuo. Atenciosamente, Secretaria Municipal de Educação de Santana de Parnaíba."
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