Com o avanço da inteligência artificial, criminosos criam abordagens personalizadas para enganar usuários e interceptar transações

Compartilhar matériaSegundo relatório divulgado pela BioCatch, só no primeiro semestre do ano passado, as fraudes bancárias tiveram aumento de 220%. Não é novidade que a digitalização do sistema financeiro trouxe conveniência, mas também abriu espaço para crimes cada vez mais sofisticados.

O uso da Inteligência Artificial é atrelado a ataques altamente personalizados, que buscam simular vozes e contextos reais para convencer as vítimas e aplicar golpes bem-sucedidos.

Frente a esse cenário, os esforços de proteção precisam ser conjuntos, contando com boas práticas por parte dos usuários e boas ferramentas de segurança por parte das instituições financeiras.

A maioria das fraudes atuais não explora falhas nos sistemas dos bancos, mas sim a vulnerabilidade emocional do usuário. Conheça as modalidades mais frequentes:

O criminoso liga para o cliente fingindo ser um funcionário do banco. Para convencer, utiliza softwares para mascarar o número de telefone, fazendo com que o identificador de chamadas mostre o número oficial da instituição.

A alegação é sempre urgente: uma transação suspeita ou uma invasão na conta. O objetivo é induzir a vítima a fornecer senhas, códigos de verificação ou, o mais grave, instalar aplicativos de "suporte remoto" que dão ao golpista o controle total do celular.

O Pix, pela sua instantaneidade, é o alvo preferencial.

O "Golpe do Pix Errado" ocorre quando o criminoso simula uma transferência por engano para a conta da vítima e pede o estorno. Ao devolver o valor, o usuário acaba enviando dinheiro próprio, enquanto o golpista cancela a transação original (frequentemente agendada ou falsa).

Outra modalidade é o "Golpe do Cartão para Negativado", em que promessas de limites altos via WhatsApp levam ao pagamento de taxas inexistentes.

Criminosos interceptam comunicações ou criam sites falsos para gerar boletos que parecem legítimos. Ao pagar, o dinheiro do usuário é direcionado para a conta do fraudador em vez do beneficiário real.

No Inter, a segurança é tratada como uma responsabilidade compartilhada, contando a tecnologia de ponta e a educação digital do cliente como barreira principal contra o crime. A instituição investe continuamente em ferramentas de monitoramento proativo para detectar anomalias em tempo real. Entre os principais recursos de defesa estão:

Para manter sua conta segura, siga as regras de ouro da segurança digital:

Não. Atualizações do aplicativo Inter são feitas exclusivamente pelas lojas oficiais (App Store e Google Play). Nunca instale nada via links enviados por SMS ou WhatsApp.

Entre em contato imediatamente com o Inter pelos canais oficiais para registrar o pedido de contestação via MED (Mecanismo Especial de Devolução). Quanto mais rápido o aviso, maior a chance de recuperação do valor.

Confira sempre os dados do beneficiário no momento do pagamento. O Inter disponibiliza canais de atendimento para validar a procedência de boletos em caso de dúvida.

É uma fraude em que o criminoso finge ser do banco para obter dados sensíveis. O Inter nunca liga pedindo senhas ou transferências de valores.