Ativistas pró-Palestina interromperam uma apresentação do comediante americano Jerry Seinfeld, em Chicago, e o acusaram de racismo e de apoiar um genocídio ...

Comediante, que defende Israel desde o ataque do Hamas em 2023, disse que enviaria a Israel o valor de um ingresso

Jerry Seinfeld Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR

Ativistas pró-Palestina interromperam uma apresentação do comediante americano Jerry Seinfeld, em Chicago, e o acusaram de racismo e de apoiar um genocídio na Faixa de Gaza. Ele reagiu com ironia, dançou no palco e disse que descobriria quanto um dos manifestantes pagou pelo ingresso para enviar o valor a Israel.

Os vídeos foram publicados por grupos como a United States Palestine Coalition-Chicago. Em um deles, um ativista grita: “Seinfeld, você vai ver, a Palestina será livre”. Antes, o mesmo homem havia chamado o comediante de racista, e Seinfeld respondeu: “Eu sou racista”.

Em seguida, ele disse: “Vou descobrir quanto custou o seu ingresso e mandar para Israel”. O público aplaudiu, e Seinfeld acrescentou: “Não, não vou. Vou ficar com ele”.

Em outro momento, no meio de uma piada sobre o serviço de celular, uma mulher gritou: “Já chega de genocídio!”. Ela citou 22 mil crianças palestinas mortas “com o dinheiro dos nossos impostos”. Um terceiro ativista chamou o comediante de defensor do genocídio.

Seinfeld dançou e disse: “Sou racista, é um genocídio, eu gosto disso”, enquanto seguranças retiravam a manifestante. Um dos homens havia mencionado 74 mil palestinos mortos. Parte da plateia reagiu com hostilidade aos manifestantes.

Seinfeld viajou a Israel em dezembro de 2023, pouco mais de dois meses depois do ataque do Hamas de 7 de outubro, que matou cerca de 1.200 pessoas, a maioria civis, e levou 251 reféns. Ele e a mulher, Jessica, encontraram reféns libertados e parentes de sequestrados, e visitaram o kibutz Be’eri.

Desde então, o comediante foi vaiado e interrompido em diferentes ocasiões, entre elas o discurso de formatura na Universidade Duke, em maio de 2024. Em junho deste ano, ao deixar um jogo de basquete em Nova York, um homem o abordou com uma câmera e pediu que dissesse “Free Palestine”. Seinfeld respondeu: “Não existe”.

Israel nega a acusação de genocídio na guerra em Gaza. O governo afirma que tenta reduzir as mortes de civis e que o Hamas combate a partir de áreas residenciais, hospitais, escolas e mesquitas.

Seinfeld está em turnê por cidades dos Estados Unidos. Ele também é a atração principal de um festival de comédia em Lisboa, de 29 de outubro a 1º de novembro, com apresentação marcada para 1º de novembro no MEO Arena.

A atriz e humorista portuguesa Inês Aires Pereira retirou seu espetáculo do evento e criticou, sem citar nomes, um artista da programação. “Não podemos relativizar nem normalizar um genocídio”, disse. Os organizadores mantiveram a apresentação de Seinfeld.