O Banco do Brasil fechou um contrato de R$ 2,3 bilhões com os Correios para serviços postais no Brasil e no exterior. As informações foram comunicadas na no...

O Banco do Brasil fechou um contrato de R$ 2,3 bilhões com os Correios para serviços postais no Brasil e no exterior. As informações foram comunicadas na noite de hoje ao mercado.

Contrato tem prazo de 60 meses e cobre serviços postais convencionais, especiais e telemáticos. O Banco do Brasil afirma que o acordo tem previsão legal e substitui o contrato anterior, assinado em 2018, com valores atualizados pela inflação.

Banco diz que não fez licitação por considerar que não há competição possível. Em documento, a instituição afirma que a maior parte do que contrata está sob monopólio postal dos Correios e que isso concentra quase toda a despesa com postagens.

Para a fatia fora do monopólio, o BB afirma ter checado preços com o mercado. "o que corroborou a compatibilidade dos valores apresentados pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, em relação ao praticado no mercado para objeto similar.", diz o Banco do Brasil, em documento.

BB sustenta que a contratação é indispensável para manter operações e evitar perdas. "Trata-se de um serviço relevante para o Banco do Brasil S.A., prestado sob tutela de monopólio postal, não existindo a possibilidade de não se contratar, sob pena de gerar prejuízos ao Banco do Brasil S.A. O serviço pretendido é indispensável e a empresa a ser contratada é a única a prestar o serviço demandado em razão do monopólio a ela concedido", afirma o banco, em documento.

Instituição também aponta limitações de oferta em áreas remotas para serviços que não são monopolizados. "Além disso, para os serviços não abrangidos pelo monopólio, nas localidades remotas e de difícil acesso, na prática, não existem prestadores com capilaridade, abrangência nacional e capacidade operacional equivalentes às da ECT-Correios. Adicionalmente, os preços praticados pela ECT-Correios são definidos por tarifas regulamentadas ou por política comercial padronizada, sem possibilidade de negociação individualizada", diz o Banco do Brasil.

Banco afirma que a decisão foi tomada de forma independente e passou por análise técnica e jurídica. O contrato foi formalizado após procedimentos internos, de acordo com a Comunicação sobre Transações entre Partes Relacionadas.

BB diz que o contrato é de adesão e não prevê tratamento diferenciado. "Ressalta-se que o contrato é de adesão e aplicado igualmente a todos os clientes, de modo que o Banco do Brasil se submete às mesmas condições, sem tratamento diferenciado.", afirma o banco, em documento.

Correios têm sido alvo de reestruturação financeira, com novas captações de crédito. No fim do ano passado, a estatal tomou um empréstimo de R$ 12 bilhões com um consórcio de cinco bancos, incluindo Banco do Brasil, Caixa, Bradesco, Itaú e Santander, e negocia um novo crédito de cerca de R$ 7 bilhões.

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