A saúde mental ganha ainda mais espaço nas discussões durante o Setembro Amarelo, campanha ...

A saúde mental ganha ainda mais espaço nas discussões durante o Setembro Amarelo, campanha dedicada à conscientização e à prevenção do suicídio. Em um país marcado por números expressivos de ansiedade e depressão, o período também chama a atenção para os cuidados que podem fazer parte da rotina e para os sinais de que o sofrimento emocional precisa de acompanhamento profissional.

Dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) ajudam a dimensionar o problema. De acordo com o órgão, 9,3% dos brasileiros convivem com transtornos de ansiedade, o equivalente a mais de 18 milhões de pessoas. Já a depressão atinge cerca de 11,5 milhões, ou 5,8% da população.

 "Vivemos em uma sociedade marcada por excesso de estímulos, pressão por produtividade, insegurança financeira, comparações nas redes sociais e menos tempo para conexões reais. Além disso, hoje existe mais informação e menos estigma, o que também faz com que mais pessoas procurem diagnóstico e tratamento", afirma Ana Paula Nardi, profissional da área de psicologia no 'AmorSaúde'. 

Embora o Setembro Amarelo amplie o debate sobre sofrimento emocional, o cuidado não deve ficar restrito ao mês de setembro. Ana Paula, portanto, destaca 10 hábitos que podem ser incorporados à rotina:

"A saúde mental precisa ser cuidada todos os dias. E, se o sofrimento estiver pesado demais, você não precisa enfrentar isso sozinho. Pedir ajuda é um gesto de coragem e pode salvar vidas", reforça a especialista.

Há momentos, porém, em que mudanças na rotina não são suficientes. A psicóloga orienta observar principalmente quando o sofrimento emocional passa a afetar atividades cotidianas, relacionamentos, estudos ou trabalho. "Procurar um psicólogo não é sinal de fraqueza, é um ato de cuidado e prevenção", explica.

Entre os sinais que merecem atenção estão tristeza persistente, ansiedade intensa, perda de interesse por atividades antes prazerosas, mudanças no sono ou no apetite, irritabilidade frequente, isolamento social e dificuldade para trabalhar ou estudar.

Pensamentos recorrentes de desesperança ou de morte exigem atenção especial e a busca por apoio. Nesses casos, é importante procurar um profissional ou serviço de saúde e recorrer à rede de apoio. "Cuidar da saúde mental é tão importante quanto cuidar da saúde física e deve fazer parte da rotina", conclui Nardi.

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